Arma na cintura, policiais à paisana e mesa da amargura
Já o rodeio da Bratislava, mais organizado e com a arena nos fundos de um sítio que funciona como pesqueiro, a entrada custa R$ 3. Os funcionários se comunicam por rádio-comunicador - a reportagem percebeu isso, aliás, logo que se identificou. Uma dupla sertaneja faz a música ao vivo, e em um meio com pessoas devidamente trajadas para o evento, com ou sem grife, vários estavam alcoolizados. Um integrante da equipe da FOLHA, aliás, flagrou motoristas saindo pela estradinha com sobriedade bastante questionável. Já perto das 18 horas, um rapaz chega e ergue a camisa, descompromissadamente: mostra o celular e um revólver na cinta. Entre os cavaleiros que chegam, sobressai, além dos animais de qualidade, o tamanho das facas que alguns carregam expostas.
O proprietário do local, Gilmar de Ângelo, explica que resolveu trabsformar o local em ponto de treino porque o pesqueiro não estava viável. Cada peão, contou, paga R$ 20 para montar, no evento que chama até 50 peões da região e público estimado de 500 pessoas. Sobre a segurança no local, esquivou-se: Temos dois policiais à paisana, mais o meu pessoal. Mas não temos problemas, diz. Quanto à falta de equipe médica, resumiu: Vou contratar uma ambulância. No alto-falante, o locutor de rodeio chama para brinde a ser sorteado aos presentes: um celular, oferta de um centro de comércio popular de Londrina.
Enquanto a reportagem conversava com Gilmar, um homem sem camisa, cheirando a álcool e com uma lata de cerveja à mão, perguntava se seria feita, naquele dia, a mesa da amargura: peões na arena, em uma mesa rodeada por cadeiras e um touro bravo as cercando. Leva o prêmio o que resistir até o final. Hoje não tem não, quebraram 10 cadeiras na semana passada com isso, se irrita o proprietário. (J.G.)





