Argentinos aprovam o 'litoral'
As irmãs argentinas Betty, 32 anos, e Gládis Larramendi, 36, destacam outra atração da Costa Oeste ao explicar a troca das praias de Mar del Plata pelo litoral paranaense. As águas daqui são quentes e limpas. Na Argentina, o mar é muito frio, compara Gládis, funcionária pública em Buenos Aires.
Gládis visitou a praia de São Miguel do Iguaçu pela primeira vez no ano passado. Ela conta ter gostado tanto que nas férias de janeiro deste ano trouxe os filhos, irmãos, primos, totalizando perto de 20 pessoas da família. A turista, entretanto, reclama de um fator. À noite, só os brasileiros podem fazer barulho. Quando a gente faz, a polícia reprime, critica a despachante, apoiada pelos parentes com bandeira da Argentina e camiseta do Boca Juniors, um dos clubes de maior torcida na Argentina.
Na opinião do brasiguaio (agricultor brasileiro estabelecido no Paraguai) Ervinio Englert, 55 anos, as praias artificiais são seguras e proporcionam um clima de família aos visitantes. Meu genro está acampado ali na frente, disse, apontando para a barraca do paraguaio Pedro Montoya, 41 anos. Para os dois, a Costa Oeste é uma alternativa barata para quem não tem dinheiro para viajar até as praias do Paraná ou de Santa Catarina.





