Áreas urbanas sofrem
com falta de segurança
Com exceção do reforço na sinalização horizontal e vertical, que mesmo assim ainda é precária em algumas localidades, quase nada foi feito para garantir a segurança dos pedestres. Mais uma vez a discussão recai sobre a questão da falta de investimentos por causa da redução da tarifa. Pontes, viadutos, passarelas e outras obras de apoio que já deveriam ter sido realizadas nos trechos urbanos ainda não saíram da planta dos engenheiros.
Em todo o Anel de Integração apenas duas passarelas para pedestres foram construídas. Elas ficam na BR-277 (foto ao lado) entre Curitiba e Paranaguá. Uma foi implantada em parceria com a prefeitura de São José dos Pinhais e outra com investimento exclusivo da Ecovia. De acordo com Adhemar Rodrigues Alves, presidente do consórcio, apesar de tratar-se de investimento, por causa do longo trecho urbano, as passarelas eram fundamentais para garantir o mínimo de segurança aos moradores da região.
As principais deficiências nesse aspecto estão na região Oeste do Estado. Um exemplo concreto é a passagem da BR-277 pelo município de Santa Terezinha do Itaipu, onde as pessoas disputam espaço com carros e caminhões para poder cruzar a estrada e ter acesso de um lado a outro da cidade.
Em Ibiporã, município próximo a Londrina, a BR-369 corta a cidade servindo de passagem para quem vai ou vem do interior de São Paulo. O tráfego é intenso e controlado apenas pelos ultrapassados ‘‘quebra-molas’’. Luiz Carlos Vitorino que possui uma lanchonete às margens da rodovia, reclama da falta de sinalização e critica a precariedade da segurança no local. Lembrou que o grande volume de ônibus e caminhões que trafegam pelo trecho da zona urbana, coloca em perigo a população.