Áreas do Igapó serão fiscalizadas diariamente
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sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Célia Baroni 
A Autarquia do Meio Ambiente (AMA) de Londrina vai designar um funcionário para fazer a fiscalização diária de toda a área do Igapó - incluindo os quatro lagos que compõem a bacia. O fiscal começa na segunda-feira e, no começo, vai contar com a orientação da Patrulha das Águas. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião da Comissão Permanente de Defesa do Igapó, da Câmara de Vereadores. Presidida pelo vereador Célio Guergoletto, a comissão foi instituída no final do ano passado com o objetivo de definir ações e apresentar propostas para recompor o meio ambiente da área e protegê-la da destruição.
Controles esporádicos não resolvem. É preciso uma pessoa que se especialize neste trabalho de fiscalização, conheça os principais pontos de poluição e esteja diariamente controlando a situação da área, defendeu o vice-presidente da Patrulha das Águas e da Federação Paranaense de Canoagem, João Batista Moreira Souza.
Tentamos outras alternativas, mas concordamos que a fiscalização diária é necessária, admitiu o presidente da AMA, Mauro Maggi. O fiscal da AMA terá poderes para fiscalizar, orientar e dar advertência - sujeita a multa - aos eventuais infratores.
Ainda com relação à poluição dos lagos, a Patrulha das Águas cobrou a colocação de grades flutuantes - feitas com fios de aço em forma de rede - em todas as entradas do lago. Para a organização, a limpeza feita com barcos não é suficiente. O gradeamento impede a sujeira de se espalhar e agiliza a limpeza, disse. Maggi pediu a ele que elabore o projeto e encaminhe à AMA para que seja avaliado.
Membros do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a AMA, também participaram da reunião. Ontem, eles decidiram elaborar uma campanha permanente voltada à comunidade com o objetivo de conscientizar sobre a importância da preservação do Igapó.
Cada órgão vai ter uma semana para estudar e colocar suas propostas no papel. Na próxima sexta-feira o grupo volta a se reunir para elaborar a proposta final. A idéia é mostrar para a comunidade que o lixo jogado no centro, por exemplo, acaba poluindo o Igapó.
Uma das propostas é realizar mais eventos no Igapó, abrindo o espaço para esportes aquáticos. As pessoas só vão se conscientizar da importância da área quando começarem a usar o local. Precisamos de uma comunidade crítica, mas principalmente participativa, concluiu Santos.


