Áreas de lazer abandonadas são alvo de críticas
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quinta-feira, 07 de agosto de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Espaços de lazer afastados da Área Central de Londrina estão abandonados e são alvo de críticas dos usuários, que cobram de roçagem e iluminação pública a revitalização completa de alguns pontos. Em localizações opostas, o Zerinho, na Zona Sul, e a Praça Angelo Cretã, na Zona Norte, são exemplos da falta de atenção do poder público, na opinião dos moradores.
Localizado na divisa entre os conjuntos Maria Cecília e Luiz de Sá, o complexo denominado Angelo Cretã é formado por um bosque cercado e uma grande praça. O espaço é uma excelente área de lazer para quem vive nos bairros da Zona Norte. O abandono, no entanto, não combina com o porte do local.
Um passeio pelas trilhas do bosque, que poderia ser um programa familiar, transforma-se numa sucessão de surpresas nada agradáveis. O lixo acumula-se por todos os lados. Gavetas, pedaços de isopor, lixo doméstico. Tudo isso pode ser encontrado no local.
A reportagem da FOLHA percorreu vários trechos e encontrou um pequeno desmanche no local. Foram achadas peças de carro - quatro pára-choques e um painel - que, possivelmente, são fruto de roubo ou furto. Uma lata de cerveja, em meio ao lixo jogado chamou a atenção por ter sido usada para o consumo de crack.
Fora das grades que cercam o bosque, a limpeza também não é o forte da área. Lixo espalhado e até pedaços de colchões estão abandonados no local que serve de espaço de lazer para as crianças dos bairros vizinhos. ''A criança gosta de soltar pipa aqui. No fim de semana sempre tem movimento. Mas falta iluminação e um pouco mais de segurança'', comenta a dona de casa Cristiane Fujita, 29 anos, que costuma levar o filho Vitor Gustavo, 8, para brincar no local nos períodos de folga.
Não é preciso embrenhar-se nas trilhas para notar as consequências do acúmulo de lixo. O mau cheiro incomoda quem passa pela área de lazer. Por isso, para a empregada doméstica aposentada Lídia Cardoso, 68, a limpeza deficiente é o principal problema. ''Com a sujeira, isso aqui fica uma carniça só. Também não passo por aqui a noite. É perigoso'', lamenta.
Mas não foi sempre assim. Comerciantes do entorno recordam que o espaço contava com manutenção constante após a construção da cerca na Praça Angelo Cretã. E que, nessa época, cerca de quatro anos atrás, o movimento de famílias era mais constante. ''Ficou bonitinho e bem cuidado. Mas não durou muito'', queixa-se a comerciante Sandra Aparecida Castro.
Vizinho de Sandra, o também comerciante Wagner Aguiar acredita que a colocação de superpostes, para evitar a ação de vândalos, e quiosques serviriam para devolver a área de lazer aos moradores das proximidades. Atualmente, por falta de iluminação adequada, o estabelecimentos combinam o horário de fechamento para fugir da violência. ''Estamos abandonados'', resume Aguiar.


