Área que abrigaria Cadeia é doada a bairros da zona sul
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segunda-feira, 14 de abril de 1997
Edmara Michetti 
Se depender da Câmara de Vereadores, a polêmica em torno da utilidade do terreno aos fundos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) acabou ontem. Os vereadores aprovaram em terceira discussão a doação de parte da área à comunidade dos jardins Acapulco e Del Rey (zona sul). A associação de moradores pretende usar o terreno para a construção do centro comunitário e área de lazer para as crianças.
De autoria do vereador Célio Guergoletto (PMDB), o projeto autoriza o uso de 5 mil metros quadrados pela associação de moradores. O terreno todo tem 13,5 mil metros quadrados. A parte doada pela Câmara fica aos fundos do terminal de ônibus do Acapulco. O projeto da associação de moradores, segundo o tesoureiro Ademildo Passos Correia, prevê a utilização de toda a área com a construção de um ginásio coberto para ser usado também na realização de eventos. A associação, de acordo com Correia, pretende reivindicar o restante do terreno depois que o prefeito Antonio Belinati sancionar a lei.
No ano passado, o mesmo terreno chegou a ser doado ao Governo Estadual para a construção da Cadeia Pública. Por intervenção dos moradores locais, a lei foi revogada quando os anteprojetos da obra já estavam em andamento pela Secretaria Estadual de Obras. No final do ano passado, o empresário José Roberto Ferrari ofereceu uma área para a construção da Cadeia na estrada do distrito de Maravilha. O terreno foi aceito pelo Governo do Estado. No início desse ano, o assunto voltou a ser discutido quando surgiu a proposta do Governo de construir uma Prisão Provisória no Acapulco.
A doação da área para a comunidade é uma garantia de que jamais sairá uma cadeia ou qualquer coisa parecida naquele local, defende Guergoletto. Ele ainda afirmou em plenário ontem que vai entrar com um projeto de lei proibindo qualquer construção semelhante em áreas residenciais. Cadeia é um barril de pólvora. Precisamos de Cadeia mas temos locais ociosos e afastados. O tesoureiro da associação disse que o medo dos moradores é que uma Cadeia ou Prisão Provisória acabe se transformando no que era o Cadeião da rua Sergipe. O Governo investe na obra, mas esquece da manutenção.


