Área pode abrigar escola
A área que deveria abrigar a Colônia Penal Agrícola de Tamarana tem 46 alqueires. Após a descontaminação total do local, que servia de abrigo para produtos agrotóxicos, é que será decidida a sua destinação.
O prefeito de Tamarana, Edison Siena, defende a construção de uma Escola Agrícola Profissionalizante. Inspirado em uma escola semelhante existente em Bandeirantes, o prefeito diz que foi elaborado um projeto e enviado ao governo federal. O custo, segundo ele, seria de R$ 999 mil.
Edison Siena reconhece que o município não tem recursos para arcar com todo o projeto, por isso irá buscar parcerias. Ele diz que conversou recentemente sobre o assunto com o reitor da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Marco Antonio Laffranchi. Ele se mostrou receptivo à idéia, garante.
Na opinião do prefeito, a escola agrícola seria muito útil não só para Tamarana, mas também para outros municípios da região. Estamos em uma área agrícola e demanda existe, afirma.
A agricultora Lucinda Gomes da Silva, 54 anos, moradora próxima à Colônia Penal, disse que pretende acompanhar de perto a situação da área. Espero que não façam nada que nos prejudique, ressalta. A propriedade dela, de três alqueires, fica distante dois quilômetros da Colônia.
Residindo há cerca de 15 anos no local, Lucinda da Silva fez parte das 17 famílias que invadiram a área onde agora está a Colônia Penal. Ficamos aqui uns três meses até os lotes serem divididos, lembra. Ela conta que quando começaram a estocar os agrotóxicos nos galpões, achou que fossem equipamentos. Disseram pra gente que não era veveno, que eram máquinas de café, relata. Quando percebemos, já estava tudo cheio de veneno, acrescentou.
A agricultora diz que por causa do cheiro já sentiu dor de cabeça várias vezes. Um vizinho meu já teve problemas de saúde por causa do agrotóxico, conta. Ela disse estar aliviada com a retirada do lixo tóxico. Agora eu quero sossego. (L.O.)





