Área para ampliação de pista é parcialmente desapropriada
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quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O secretário de Gestão Pública de Londrina, Gláudio Renato de Lima, revelou ontem que a maior parte da área necessária para ampliação da cabeceira da pista do Aeroporto de Londrina já está desapropriada. Restam somente 18 mil metros quadrados, em fase de registro, para a prefeitura poder transferir a área de 277 mil metros quadrados para a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A obra vai viabilizar a instalação do Instrument Landing System (ILS), aparelho utilizado para proporcionar pousos em condições climáticas adversas.
Após a transferência, a Infraero vai poder iniciar os estudos para ampliação da cabeceira. Na sequência, a empresa deverá negociar a desapropriação da área da empresa Carambeí. ''Esta desapropriação não pode ser feita pela prefeitura porque o terreno foi doado pelo município à empresa'', explicou Lima, que não soube precisar o prazo para finalização do registro no cartório. O coordenador de navegação aérea do Aeroporto de Londrina, Carlos Alberto Souza e Silva, salientou que a Infraero só pode iniciar obras em áreas pertencentes à União. ''Sem a ampliação da cabeceira e da largura da pista não tem ILS. É um equipamento de precisão que necessita de condições técnicas para funcionar'', enfatizou.
Uma área de 73 mil metros quadrados ainda falta ser desapropriada. Do total, 39 mil pertencem à Carambeí. Nesta área, um prédio, uma guarita e uma caixa de água, além de algumas árvores, têm de ser retiradas para não inviabilizar a instalação do aparelho. Uma equipe técnica da Infraero deverá vir de Curitiba ou Porto Alegre para fazer um levantamento de preço do imóvel e negociar o valor da desapropriação com a empresa.
De acordo com Souza e Silva, a demora na transferência dos terrenos pode atrasar a instalação do aparelho. ''Com a área liberada, a Infraero tem como alocar recursos para realizar os estudos técnicos para ampliação da pista e colocação do ILS'', garantiu. Como depende de licitação internacional, cujo processo demora seis meses em média, o funcionamento do ILS não está previsto para curto prazo. ''(O ILS) Vai estar funcionando, na melhor das hipóteses, somente no final de 2005'', avaliou.


