Área foi doada para a construção de uma igreja
A Vila Judith tem 6 quarteirões que formam um corredor estreito, curto e retangular que começa no encontro da Rua Samuel Moura com a Rua Foz do Iguaçu, faz divisa com a Avenida Maringá e segue até as ruas Paranavaí e Abdala. Toda esta região, incluindo Jardim Dom Bosco, Bancários, e outros bairros vizinhos, fazia parte da Gleba Patrimônio Londrina que pertencia a Jairo Andrade Ferreira; o criador da Vila Judith.
O pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Judith, onde tudo começou, conta que a área onde fica a vila foi doada por Jairo Ferreira para a construção da igreja. O nome foi uma homenagem a esposa do benfeitor.
A facilidade e disposição dos moradores da Vila Judith em fazer amizades explica em parte o fato de ela ter sido integrada por vários bairros ao mesmo tempo. Mas a razão principal da confusão está mesmo no tamanho. O técnico agrimensor do setor de loteamento da prefeitura, Carlos Fábio Leite, explica que na época em que a Vila Judith nasceu os loteamentos eram todos pequenos, para poucas famílias. ''Com o passar do tempo foram surgindo loteamentos cada vez maiores em volta que, pelo tamanho, acabaram virando referência de localização. Mas a Vila Judith continua existindo formalmente''.
Ele afirma ainda que este é um processo natural que ajuda a simplificar a vida das pessoas. ''As pessoas chegam a criar nomes fantasia para algumas regiões. A Vila Nova é um exemplo de nome que não existe formalmente, mas existe de fato como referência na cidade''. Leite esclarece que a região chamada de Vila Nova é, na realidade, um conjunto de mais de 20 pequenas vilas.(C.B.)





