As rochas em volta dos condutos vulcânicos de Tunas do Paraná são do tipo sienito, comercializadas há cerca de 50 anos com o nome de ''granito'' de Tunas. Já a rocha que se formou no interior da cratera, geologicamente chamada de brecha vulcânica, recebeu recentemente o nome comercial de ''granito andrômeda'' e foi apresentada ao mercado no ano passado. Com a boa aceitação, o andrômeda deverá ser comercializado a partir deste ano como rocha ornamental, segundo a professora Eleonora Maria Vasconcellos. ''É uma estrutura bonita que gera uma placa de pia bonita que vai ficar na casa de alguém'', explica.
A área é explorada por duas mineradoras e a exploração segue uma série de normas como plano mineral para o bom aproveitamento do recurso e proposta ambiental para a licença de exploração e para a recuperação do local. ''Toda a exploração tem um impacto, mas como são grandes mineradoras esse impacto é fiscalizado'', explica o professor Renato Eugenio de Lima. Segundo o professor, a atividade mineradora não é uma ameaça ao conjunto de vulcões de Tunas.
A brecha vulcânica caracteriza-se por reunir rochas de eras geológicas diversas soldadas pelo magma de explosões vulcânicas. Isso porque quando o magma sobe para a superfície numa forte explosão quebra as rochas que estão no caminho em fragmentos de tamanhos variados. Todos esses pedaços acabam misturados com o magma que se solidifica dando origem a um novo tipo de rocha, a brecha vulcânica.
Em breve, nas pias de muitas casas, as pessoas poderão observar formações de 600 milhões de anos (rochas sedimentares formadas no fundo dos oceanos) ao lado de rochas mais novas formadas milhões de anos depois. É um mosaico que ajuda a entender como se desenvolveu a estrutura geológica da região, segundo o professor Renato. ''Olhando essa rocha é que a gente compreende o que aconteceu na história desse pedaço do planeta entre 70 e 80 milhões de anos atrás'', afirma.
A identificação da área foi feita em 1939 e a descrição em 1967. A primeira tese acadêmica sobre a geologia da região data de 1972. O primeiro mapeamento da estrutura geológica do Estado, a Carta Geológica do Paraná, foi feito na década de 60, época da criação do Instituto de Geologia do Paraná. (D.R.)

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