Da redação
Os sem-teto que reocuparam a área da Vila Pompéia, no bairro da Barreirinha, foram novamente retirados do local pela Polícia Militar, ontem à tarde. Segundo o comandante da operação, major Nemésio Xavier de França, dessa vez não houve resistência por parte dos acampados. No entanto, pouco tempo depois da desocupação, um grupo de sem-teto já se articulava em frente às viaturas da polícia. Eles tentavam impedir a construção de uma cerca em volta do terreno, que estava sendo colocada pelos seguranças contratados pela empresa Socofer, uma das proprietárias da área.
A liminar de reintegração de posse foi solicitada pela advogada Tamar Christmann. Ela é filha de Estevão Christmann, diretor da creche Lar Bom Pastor, que possui um contrato de comodato para tomar conta do terreno. Tamar afirma que as pessoas envolvidas na ocupação são ‘‘profissionais de invasão’’. ‘‘Tem até comerciante da região que está pagando para algumas pessoas segurarem lotes, para depois vender’’, disse.
O advogado dos sem-teto, Valdemar Reinert, sustenta que há muito tempo os impostos sobre o terreno não são pagos e que o contrato de comodato já venceu. Ele afirma também que irá solicitar a desapropriação do local e o assentamento dos sem-teto, além de responsabilizar o Estado por danos materiais e morais e pedir uma representação judicial contra o comando da PM. Reinert diz que a primeira desocupação, ocorrida na quarta-feira, ocorreu com violência. ‘‘Teve até uma menina de 8 anos que teve o braço quebrado’’, afirmou.

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