O Parque Nacional do Iguaçu deverá ganhar novas áreas de uso público além da atual, concentrada ao redor das cataratas, em Foz do Iguaçu. A criação dessas áreas, que abrangeriam vários municípios da região Oeste do Paraná, está sendo estudada pela equipe que trabalha na revisão do plano de manejo do parque.
‘‘A idéia é reconstituir o sistema no entorno do parque, altamente degradado, ao mesmo tempo em que se aumenta o potencial de lazer da região’’, disse ontem o diretor de Ecossistemas do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Ricardo Soavinski, que participa em Curitiba do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. O evento prossegue até sábado na Universidade Federal do Paraná.
Segundo Soavinski, a necessidade de desenvolver novas áreas de uso público já é apontada pelo Plano de Ação Emergencial do parque, elaborado em 1993. Ele ressalva que não se pretende destinar para uso público áreas de mata, mas sim reconstituir trechos próximos a cursos d’água, degradados basicamente pelo plantio da soja. ‘‘Hoje, há uma interrupção brusca da floresta, seguida dessas áreas de monocultura’’, observa Soavinski.
O parque tem área de 225 mil hectares. A inovação permitirá a outros municípios obter renda de serviços relacionados ao parque, como o turismo. A revisão do plano de manejo está em andamento e não tem data definida para ser concluída.
Entre as questões em discussão está a viabilidade ou não de funcionamento da Estrada do Colono, entre Medianeira e Capanema, que corta o Parque Nacional do Iguaçu em 17 quilômetros. Este trecho está fechado há mais de dez anos por decisão judicial e mobiliza políticos e moradores dos dois municípios.

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