Área do Iapar é alvo fácil para ladrões
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Paranavaí Com apenas um funcionário para vigiar uma área de 203,8 hectares, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) de Paranavaí já foi alvo de vários furtos e roubos nos últimos dois anos. Cabeças de gado, ração para animais, milho, frutas e até aparelhos eletrodomésticos já foram furtados do órgão. As ocorrências são registradas na delegacia, mas nenhum suspeito foi preso e os crimes continuam acontecendo. O último furto ocorreu há cerca de dez dias. Os ladrões levaram uma motoserra.
De acordo com o administrador do Iapar de Paranavaí, Gervásio Luiz de Martins, o problema está se tornando cada vez mais crítico. Ele explica que, para o instituto o prejuízo não é referente aos valores dos bens roubados mas às consequências desses roubos nos trabalhos de pesquisas. As frutas levadas do pomar do Iapar, segundo Martins, compromete as pesquisas desenvolvidas na unidade. ''Não é pelo valor de comercialização da fruta, até porque o que produzimos aqui é em pequena escala e só para pesquisas, mas no caso da laranja os testes de Brix (para avaliar a doçura da fruta) ficam comprometidos'', diz.
Segundo o administrador, para fazer o teste de avaliação de doçura da laranja a fruta tem que estar madura mas, devido os constantes roubos, os técnicos do Iapar estão colhendo a laranja antes do tempo. No caso do milho, o instituto está deixando de realizar os experimentos simplesmente porque os roubos do cereal é constante.
Nos últimos dois anos, conforme Martins, foram roubadas cerca de 10 cabeças de gado do Iapar de Paranavaí. Aparelhos de TV, geladeira e outros eletromésticos também foram levados da casa de hóspedes existente dentro do instituto. O único funcionário do órgão responsável pela vigilância de todo o complexo não é sequer treinado para a função. ''Se o nosso vigia está lá no barracão de ração é muito fácil o ladrão vir e roubar algum produto que fica do outro lado do Iapar'', diz Martins.
Segundo ele, o ideal seria tentar uma permuta para a transferência do órgão para um local mais distante da cidade. ''Pelo menos, teríamos mais tranquilidade e condições de fazer as pesquisas porque hoje temos toda uma estrutura para isso, mas não conseguimos fazê-las pela falta de material'', lamenta.


