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Paulino Saito, de 31 anos, é proprietário de uma empresa de recuperação e polimento de pára-brisas de veículos, que atende várias empresas e tem visto sua clientela aumentar desde que abriu, em janeiro de 1998. José Shimizu, 38 anos, por sua vez, administra uma lavanderia em sociedade com o cunhado, empregando 26 funcionários. Entre tantas histórias de dekasseguis que chegam ao Brasil mas são obrigados a voltar depois de perderem dinheiro em negócios mal feitos, Paulino e José são dois exemplos de dekasseguis que deram certo.
Neto de japoneses, José Shimizu ficou quatro anos no Japão, entre novembro de 1989 até 1993. Daqui ele partiu junto com a noiva, Maria Lúcia, que acabou ficando apenas dois anos, até que engravidou e voltou ao Brasil. Aqui, ela ficou esperando pelo marido junto com a pequena Bruna, hoje com 8 anos. Atualmente eles têm mais um menino, Tom Keidi, de 3 anos. No Japão, José trabalhou principalmente na indústria automobilística, onde ganhava no máximo US$ 3 mil brutos, o que dava para economizar em média R$ 1,5 mil por mês. O trabalho era duro: entre 11 a 12 horas por dia.
Shimizu conta que entrou no negócio da lavanderia enviando R$ 25 mil para o cunhado, Akio Hino, que abriu o negócio e tocou por dois anos sozinho, até que ele voltou do Japão. Nesta época, ele já conseguiu dar entrada em um apartamento e comprou um carro. No início era apenas uma franquia da Laundromat, mas a empresa foi sendo ampliada para atender lavagem a seco, industrial (lavagem de toalhas de restaurantes) e hospitalar. A empresa atende hoje dois hospitais, além de clínicas e consultórios e está mudando a parte de lavanderia hospitalar para um galpão de 380 metros quadrados.
A lavanderia de José Shimizu é sócia da Dekasseguis S.A., com duas cotas. A Desa, agora, está vendo o que é bom e comprando, investindo, diz.





