Cambé - Peças de carro, vidros quebrados, portas de armário, travesseiros, chinelos, pedaços de colchão e até um sofá de dois lugares. Tudo isso despejado a céu aberto. O que era para ser uma área de preservação ambiental de Cambé (região metropolitana de Londrina) se parece muito mais com um lixão. O cenário desolador está localizado entre a Avenida Rômulo Bonalume e a Rua Stefano Paranzini, no Jardim Ana Rosa, e tem incomodado vários moradores vizinhos da mata.
''O pior de tudo é o mau cheiro'', opina a operária Maria Gonçalves, que mora a apenas quatro meses na Rua Stefano Paranzini. Ela reclama ainda da quantidade de ratos, baratas e até cobras que têm aparecido em sua casa, como consequência do despejo de lixo dos próprios moradores e de empresas. ''Fora isso tem a questão do fogo no mato. A gente nem pode estender a roupa no varal que logo já está tudo cheirando e cheio de fuligem. Os próprios moradores não respeitam e abandonam muita coisa ou queimam lixo aí'', acrescentou.
Moradora do Ana Rosa há nove anos, a dona de casa Luzia Precon considera o lugar tranquilo e agradável, mas disse estar preocupada com o abandono. ''A população e a prefeitura deveriam cuidar mais; ninguém quer ter uma vista dessas bem em frente à sua casa'', destacou.
Sebastião Pires mora na Rua Stefano Paranzini, a uma quadra da área de preservação. Ele disse que constantamente vê pessoas parando os carros para despejar lixo. ''A gente até tenta chamar atenção, mas não adianta'', lamentou.
Segundo secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Claudiney Gloor, a prefeitura pretende revitalizar e transformar a área de preservação no Parque Cedro Rosa em 2013. Porém, revelou que ainda não existe projeto e muito menos recursos. Ele esclareceu que funcionários da secretaria tem realizado fiscalizações e ações educativas com os moradores, alertando para o prejuízo do descarte irregular.

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