Área de preservação é alvo de ladrões
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quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Curitiba
Albari RosaParqueFloresta Estadual do Palmito é um parque instalado numa área de 5.700 hectares, dividida entre os municípios de Paranaguá e Guaratuba. Construções prontas desde fevereiro não estão sendo aproveitadas (fotos de baixo). A área pertence à Banestado Reflorestadora e é administrada pelo IAP, que pretende estimular o plantio do palmito por famílias que dependem dele para sobreviverA demora na renovação de um convênio entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Banestado Reflorestadora está ameaçando a reserva da Floresta Estadual do Palmito, no Litoral paranaense. A floresta, concebida para preservar a espécie, é alvo fácil de ladrões de palmito. As instalações estão vazias e os oito fiscais mantidos pela Banestado Reflorestadora no parque não conseguem conter o roubo de palmito.
A Floresta Estadual do Palmito é um parque instalado numa área de 5.700 hectares, dividida entre os municípios de Paranaguá e Guaratuba. A área pertence à Banestado Reflorestadora e teve a administração repassada para o IAP, que pretende fomentar o plantio do palmito de forma a impedir que a espécie continue sendo explorada clandestinamente por muitas famílias que dela dependem para sobreviver.
Mas o convênio, fechado pelo prazo de apenas um ano, venceu em abril e até agora não foi renovado. Ele está seguindo o processo normal dentro do governo, que é demorado, diz o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, José Tadeu Motta.
Motta afirma que essa demora não afetou o cronograma original para o funcionamento do parque. Mas, para quem vai até lá, a paisagem deixa a sensação de abandono. Na entrada, estão prontas desde fevereiro várias construções. São quiosques para alimentação, uma fábrica-modelo, um laboratório e um museu - tudo vazio.
Algumas placas indicativas já foram arrancadas por vândalos e o passeio de barco anunciado como atração ainda é só um projeto. A mulher de um capataz que mora na área diz que já ouviu falar em várias datas para a inauguração, nenhuma concretizada.
O IAP admite que este ano ocorreram dois roubos na área, sem que os fiscais pudessem impedir. No primeiro, foram levados 300 pés de palmito e no segundo, semana passada, 1.600 pés.
Os ladrões, provavelmente a serviço de fábricas clandestinas, chegam de barco pelo mangue e costumam levar palmito novo, abaixo do ponto de corte. A área é muito grande e o acesso é possível tanto por terra quanto por água, o que dificulta a fiscalização, diz Motta.
Segundo ele, o problema só será combatido efetivamente com o início das atividades do parque, que não tem data marcada. Paralelamente à renovação do convênio, está em estudo na Procuradoria Geral do Estado a desapropriação da área, para incorporação ao patrimônio do IAP.


