Os imóveis que forem construídos no novo centro de Maringá não poderão ter metragem superior a seis vezes o tamanho do terreno. A diretriz partiu do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), que formou uma comissão para determinar a ocupação da área, com aproximadamente 210 mil metros quadrados. O sistema viário do novo centro já está definido com a implantação de uma avenida sobre o túnel ferroviário. A via vai auxiliar o escoamento do trânsito no sentido leste a oeste.

A ocupação dos terrenos, a maior parte nas mãos da iniciativa privada, devem seguir uma lei municipal de 1993. Pela legislação, os proprietários deveriam edificar em cima de um padrão diferenciado do restante da cidade. A idéia é evitar alguns problemas registrados no centro, como o excesso de edifícios com mais de 10 andares na mesma quadra, ou a falta de estacionamento nas áreas comerciais.

Para garantir a diferenciação sem prejudicar os donos de terrenos, o Codem promoveu algumas mudanças, sempre com parecer técnicos de profissionais do setor. ''O que fizemos foi flexibilizar a legislação'', explica o engenheiro Adolfo Cochia Júnior, coordenação da comissão do Codem. O recuo da fachada terá sete metros a partir da guia da avenida. Quatro metros são de calçada e outros três de área da propriedade, mas que devem ficar livres para circulação de pessoas.

O recuo de sete metros vai garantir a diferenciação com o resto da cidade, e para compensar os três metros ''tomados'' dos terrenos, a área de garagem não será levada em conta na metragem. ''Toda área ocupada para garagem não vai contar no limite de metros quadrados que a obra poderá ter'', explica Cochia. Com isso, a expectativa é que a região fique livre do problema de estacionamento existente no centro e bairros comerciais. A mudança vai manter o limite de edificação, impedindo que um prédio com mais de cinco ou seis andares seja edificado em um terreno com menos de mil metros. ''Não teremos edifícios altos no novo centro'', diz Cochia.

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