Sem passar por uma reforma há cerca de 30 anos, uma enorme área de lazer na Avenida Curitiba, ironicamente chamada de Rua da Alegria, virou motivo de tristeza para os moradores do Conjunto Milton Gavetti, zona norte de Londrina. Com diversas quadras esportivas, canchas de bocha e espaço para tênis de mesa, a estrutura que poderia servir à comunidade foi se acabando com o tempo. As ruas que cercam o espaço estão esburacadas, as torneiras que matavam a sede dos frequentadores foram arrancadas, as velhas árvores ameaçam cair e a pichação deixa o cenário ainda mais feio.
Segundo o representante da comunidade, Gilberto de Brito Melo, há dois anos o governo do Estado destinou uma verba, cerca de R$ 230 mil, para a revitalização do espaço. Porém, segundo ele, o dinheiro foi usado em outras regiões da cidade. "O governo mandou para Londrina esse dinheiro e, na época, a prefeitura tinha confirmado que parte dele seria para realizar um projeto no bairro", afirmou Melo, lamentando que nada aconteceu. "Até instalaram uma mesa de pingue-pongue, colocaram uma academia ao ar livre, mas tudo isso em volta do Lago Norte (zona norte). Nada foi feito na nossa praça", criticou o líder dos moradores.
Além da reforma na área de recreação, Melo apontou que fazia parte do projeto a instalação de alambrados em volta do campo que fica às margens do Lago Norte. "Temos um trabalho que atende mais de 70 crianças de diversos bairros da região; ensinamos futebol para a garotada, que fica longe das ruas. O problema é que as bolas usadas no treinamento acabavam caindo no lago. Os moleques tinham que pegá-las com pedaços de pau, o que estava ficando muito perigoso", acrescentou. As aulas estão paradas devido à falta de apoio.
O diretor administrativo da Fundação de Esporte de Londrina, Fábio Macedo, recomendou aos moradores que encaminhem um ofício aos cuidados de Élber Giovani de Souza, presidente da FEL. Assim, de acordo com ele, poderá ser verificado qual o setor responsável pela reforma.
Em relação à suposta verba destinada pelo Estado, Macedo argumentou que a nova administração assumiu o Município há apenas um mês e que desconhecia o assunto. "Por isso estamos pedindo um requerimento. Assim poderemos protocolar o ofício e saber o que realmente aconteceu."

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