Área central é a mais visada por assaltantes, diz PM
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de agosto de 2002
Janaina Hoffmann<br> Reportagem Local 
Os constantes assaltos vêm preocupando cada vez mais os proprietários dos estabelecimentos comerciais de Londrina. Em plena luz do dia, nem mesmo o comércio da região central da cidade escapa do alvo dos assaltantes.
De acordo com as estatísticas da Polícia Militar de Londrina, que registrou de janeiro a julho deste ano 655 roubos em todos os tipos de estabelecimento comercial, 84 deles aconteceram na área central. Relacionado ao mesmo período do ano passado, onde foram constatados 671 assaltos, o número de ocorrências em 2002 não aumentou. Mas, nem por isso, o temor dos comerciantes diminuiu.
Um dos locais mais visados pelos ladrões são as panificadoras, estabelecimentos onde foi registrada a maioria das ocorrências (85). Na sequência, estão postos de combustíveis (65), mercearias (62) e farmácias (60). Eliete Hodas, proprietária de uma padaria na Avenida Maringá, centro da cidade, agradece à Deus. Ela diz que apesar de ter sido assaltada uma única vez, em três anos que abriu o empreendimento, vive em pânico. ''Nós não temos mais sossego. O dia todo ficamos tensos, com medo dos assaltos''.
Nilton Rodrigues, dono da rede de Fármacias Senador, nem registra mais boletim de ocorrência. Toda semana, uma das suas cinco lojas, todas localizadas no centro, são roubadas. De dois anos para cá, já foram regsitradas mais de 40 ocorrências. ''Nem mesmo com segurança eletrônica se consegue coibir a ação dos bandidos'', comentou.
Os estabelecimentos que ficam abertos até mais tarde, geralmente depois das 19 horas, como a maioria dos postos de combustíveis (segundo tipo de estabalecimento mais visado), também sofrem com a ação dos assaltantes. Wilson Toyama, gerente do Auto Posto Morishita, na Rua Quintino Bocaiúva (área central) já perdeu a conta de quantas vezes teve o posto assaltado. Antes, o local funcionava 24 horas, agora, fecha mais cedo, antes mesmo das 22 horas.
Apesar dos constantes assaltos na região central, onde está concentrado grande parte do comércio de Londrina, os estabelecimentos localizados nos bairros também não fogem da mira dos assaltantes. Enquanto uns decidem fechar as portas do comércio, outros preferem investir em mais segurança. Elizeu de Almeida, dono de um depósito de materiais de contrução, depois do prejuízo que teve, de mais de R$ 70 mil no último assalto, em janeiro deste ano, decidiu imediatamente fechar a loja que tinha em Londrina, localizada na Rua Saul Elkind, no bairro Palmeira (zona norte).
A Polícia Militar de Londrina diz que vem fazendo todos os esforços possíveis para coibir o abuso da criminalidade. Segundo o tenente-coronel Rubens Guimarães, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), se os assaltos parecem mais frequentes não significa que a polícia não esteja atuando na fiscalização. ''Se por um lado um tipo de delito aumenta, outro vem sendo controlado'', afirmou.
O comandante apresentou alguns números para justificar o que já foi feito. Segundo ele, de janeiro a julho deste ano, a PM efetuou 2.422 prisões, 776 apreensões (menores) e apreendeu 358 armas ilegais. Além disso, segundo ele, os policiais também fizeram 284 prisões e apreensões por porte e uso de droga.


