Arcebispo critica esquecimento e pouca religiosidade
Os bispos da Arquidiocese de
Curitiba rezaram
missas na Catedral Basílica e nos cemitérios da cidade. De acordo com o arcebispo dom Pedro Fedalto, as cerimônias pretendiam proporcionar calma interior às pessoas que estivessem visitando os parentes mortos. Em Finados e no Dia de Todos os Santos, a sensibilidade das pessoas fica mais evidente. Todos lembram dos feitos dos amigos e familiares, o que causa algum pesar em determinadas pessoas, avaliou dom Pedro.
O arcebispo disse que as missas iriam reunir mais de 40 mil pessoas na catedral e também nas capelas dos cemitérios. Dom Pedro reclamou que existem pessoas que deixaram de recordar a data, importante para reflexão pessoal. Há cristãos que estão optando por viajar e se esquecem do passado que os gerou, criticou. Para o religioso, quem pratica esta atitude é minoria. Muitas das que viajam sempre retornam mais cedo para visitar os parentes.
Mas quem ficou para rezar com os bispos não o fez apenas nas capelas e na catedral. Muita gente rezou em frente aos túmulos, em especial os de pessoas famosas. Ontem, o pedreiro Antônio Oliveira cumpriu um ritual que pratica há 16 anos, rezando para Maria Bueno. Maria Bueno morreu assassinada há 104 anos. Ele pediu graças à família, desejando saúde e felicidade. Sou devoto dela e sempre sou atendido em meus pedidos, disse.
O comerciante Renato de Souza também disse ter recebido graças de Maria Bueno. Ele, que levou ramalhetes de flores e acendeu velas, afirmou que sofria de reumatismo, que não era solucionado por médicos. Agora ando sem problemas, mesmo em dias feios como este, assegurou. Outros túmulos visitados atrás de graças eram da benzedeira Maria Polenta (Maria Trevisan), no Cemitério da Água Verde, e da menina Eunice Taborda Ribas, no Municipal. Outros curiosos foram visitar os jazigos do artista Poty Lazzarotto e do poeta Paulo Leminski. (I.R.)





