Em Maringá (Noroeste), os pombos não são a maior preocupação da equipe de Vigilância Sanitária. Segundo a gerente de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Marilda Fonseca de Oliveira, os cães soltos nas ruas lideram as reclamações no setor. Ela afirmou que as aves se reúnem em áreas específicas. ''Colocamos placas educativas em vários pontos da cidade explicando porque não se deve alimentar as pombas'', afirmou.
Segundo ela, não está em cogitação aplicar um método de manejo das pombas. ''Maringá é uma das cidades mais arborizadas do país, elas vêm porque encontram abrigo. A solução seria plantar mais árvores nas áreas rurais'', disse.
De acordo com o doutorando em Ciências Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Huilquer Vogel, a arborização intensa de Maringá pode servir para ''distribuir'' as pombas, reduzindo os problemas do município. ''As aves escolhem os locais arborizados para descanso, se há poucas áreas assim o impacto parece ser maior'', explicou. Ele disse que a estrutura urbana fornece abrigo aos animais. ''A utilização de espécies de árvores que favorecem os ninhos certamente vai favorecer a reprodução das aves'', explicou.
Ele afirma que o ideal é o manejo e não o abate dos animais. ''Matar as aves não controla. Quando você mata muitos indivíduos em um determinado local, diminui a competição entre eles; isso significa que em pouco tempo a população vai crescer ainda mais do que era antes'', disse.
Toledo
Em Toledo (Oeste) atualmente as pombas não trazem tantos problemas, mas nem sempre a cidade viveu em paz com as aves. De acordo com o analista de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Ambiente, Paulo Jorge Siva de Oliveira, para diminuir os incômodos causados pelas aves, quase todos os prédios públicos foram cercados. ''Usamos aquelas telas bem fininhas de galinheiro para fechar todas as frestas que permitiam o acesso das pombas a locais que davam abrigo aos ninhos'', explicou. Segundo ele, o resultado foi positivo, principalmente nas escolas, já que antes havia reclamação porque as aves costumavam dormir nos ginásios de esportes e sujavam toda a quadra.
O analista afirmou que o município também construiu pombais afastados dos locais de circulação das pessoas e é realizada poda frequente nas árvores para reduzir o abrigo dos animais. ''Também fazemos a abordagem das pessoas que dão alimento e orientamos para não continuarem e as pessoas que encontram ninhos de pombas em suas casas são orientadas a retirarem os ovos'', completou. Segundo ele, a série de medidas reduziu a quantidade de pombas na cidade.

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