Arapoti tem delegado provisório desde setembro
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sexta-feira, 02 de janeiro de 2009
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Arapoti - A cidade de Arapoti (149 Km ao Sul de Jacarezinho) está há três meses com um delegado provisório que divide o tempo de serviço com a unidade policial da vizinha cidade de Jaguariaíva (118 Km ao Norte de Ponta Grossa). A situação começou em setembro, quando o antigo delegado foi preso acusado de corrupção passiva, prevaricação e formação de quadrilha. Outras 23 pessoas, entre elas um escrivão e um investigador, além de policiais militares e rodoviários também foram presos durante operação.
Com cerca de 30 mil habitantes, Arapoti, de acordo com o delegado designado para o cargo, Gumercindo de Athayde, não é uma cidade com alto índice de criminalidade. ''Temos uma situação até tranquila em relação a Jaguariaíva, onde existem 840 inquéritos em andamento. Em Arapoti, são 170 inquéritos, com crimes variados, entre homicídios, roubos e furtos'', explicou. Na carceragem da delegacia, com capacidade para 30 presos, estão 25. No local está sendo construída uma ala exclusiva para o regime semi-aberto e para adolescentes.
O delegado interino, que acumula o cargo sem nenhuma remuneração, afirma que só atua em situações especiais. Ele dá assistência na delegacia de Arapoti uma vez por semana. Todas as quartas-feiras, dia de visita para os presos, o delegado se desloca até a cidade com uma escrivã de Jaguariaíva e presta serviço das 14 às 16 horas.
O trabalho tem apoio de funcionários cedidos pela prefeitura. São dois investigadores e um escrivão da Polícia Civil e um escrivão Adoc (nomeado pela prefeitura) e dois estagiários do curso de Direito, que auxiliam na confecção de boletins de ocorrência, atendimentos telefônicos e em toda a parte administrativa. ''Acabo tendo uma estrutura melhor para trabalhar '', afirma o delegado, que pensa em solicitar transferência para Arapoti. ''Estou aguardando a designação de um novo delegado pela Secretaria de Segurança Pública, mas tenho interesse em ficar em Arapoti'', afirmou.
A expectativa, segundo o delegado, é que até o final de janeiro e o início de fevereiro, a situação de Arapoti esteja definida. A formação de novos delegados está sendo feita na Escola Superior de Polícia em Curitiba. A partir da conclusão do curso, os novos delegados são designados para as delegacias.
Prisão
O delegado afastado de Arapoti, Wilson Jolly, continua preso no Centro de Triagem de Curitiba. Ele responde a dois processos, que tramitam na Vara Criminal de Arapoti, por corrupção passiva e formação de quadrilha e prevaricação e corrupção passiva.
De acordo com o chefe da Coordenação Estadual dos Gaecos (Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), Leonir Batisti, as investigações tiveram início com denúncias sobre tráfico de entorpecentes. ''Aos poucos foram surgindo as evidências de um crime maior e obtivemos as provas de interceptações''. Segundo foi apurado, os motoristas eram atraídos para participar do ''jogo da tampinha'' em uma barraca no contorno da cidade de Arapoti, enquanto os veículos eram roubados. Batisti afirmou que a investigação está sendo feita dentro do previsto. Os policiais militares e os rodoviários foram libertados, mas respondem processos na auditoria militar de Arapoti.


