Arapongas - A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil e o risco de sofrer violência dentro de casa é nove vezes maior do que ser na rua, fora do âmbito familiar. Para alertar a população e protestar contra a violência, cerca de 200 pessoas participaram da passeata que marcou o lançamento da campanha internacional “16 Dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). A caminhada teve início às 14h, em passeata que saiu da Praça Julio Junqueira (Praça Mauá), e seguiu até a prefeitura, pela avenida Arapongas.

Imagem ilustrativa da imagem Arapongas realiza passeata pelo fim da violência contra as mulheres
| Foto: Vítor Ogawa - Grupo Folha

Por onde a multidão passava, chamava a atenção de pedestres, lojistas e comerciários. A organização utilizou a música Maria da Vila Matilde, interpretada por Elza Soares, para reforçar a importância para que as denúncias de violência doméstica contra a mulher sejam feitas. A agente comunitária de saúde Andréa de Souza, 43, participou da passeata e afirma que é importante fazer a denúncia de violência contra as mulheres. "Eu conheço alguém que já passou por situação de violência. Temos que dar o apoio para que a vítima dê o primeiro passo", ressalta. Ela afirma que as vítimas não podem se calar. "Se acontece a primeira vez, vai acontecer sempre."

Um trio elétrico circulou divulgando pelo sistema de som dados de atendimento da Patrulha Maria da Penha no município. Nos últimos três anos foram realizados 1.373 atendimentos pela patrulha, das quais 81 resultaram em prisões em flagrante de agressores que descumpriram as medidas protetivas.

Segundo Denice Amorim, da Patrulha Maria da Penha, só este ano foram 323 atendimentos realizados pela Guarda Municipal, dos quais 17 resultaram em prisões por descumprimento das medidas protetivas. "A Patrulha Maria da Penha representa um ganho grande para a população, porque é um órgão específico para esse tipo de atendimento", ressalta. "Já temos 11 botões do pânico em funcionamento na cidade", ressalta Amorim. O serviço pode ser acionado através dos telefones 153 ou (43) 3902-1010.

O secretário municipal de Segurança e Trânsito, Paulo Sérgio Argati, ressalta que Arapongas está engajada no combate à violência contra a mulher. "Durante 16 dias teremos ações preventivas em nossas praças públicas, assistência jurídica para as mulheres e realização de palestras. No ano passado implantamos o botão do pânico e temos a Patrulha Maria da Penha em atividade na cidade, que é um exemplo para o restante do País. Aqui as mulheres denunciam, porque acreditam no trabalho que será feito."

"Para reduzir o índice de violência em Arapongas é preciso realizar esses movimentos, pela conscientização dos jovens e ir para a delegacia da mulher para fazer a denúncia sem receio algum para que não gere um fato mais grave", ressalta o vice-prefeito de Arapongas, Jair Milani.

Para denunciar casos de violência contra a mulher, disque 181, o serviço do Governo do Paraná que registra e encaminha as denúncias para investigação. Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias também podem ser feitas pela internet, por meio do site www.181.pr.gov.br.

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