A União das Associações de Moradores do Município de Arapongas (Uamma) deve realizar uma série de protestos contra a instalação de estações radiobase em áreas residenciais. No final da tarde de ontem ocorreu a primeira manifestação, no Jardim Bandeirantes, ao lado do local onde está sendo instalada a primeira antena de telefonia celular da Global Telecom na cidade. As próximas deverão ser na área central (Rua Falcão) e na Vila Aparecida, onde a Global prepara áreas para operar as estações.
As obras nos três terrenos estavam interrompidas desde fevereiro, quando o município conseguiu embargar a obra sob a alegação de que a empresa de telefonia não possuía alvará para funcionamento. Em 31 de maio, a Global entrou com um mandado de segurança solicitando a liberação das obras. No último dia 27, o juiz substituto Douglas Marcel Peres acatou o pedido da empresa, com o argumento de que a Anatel, agência federal reguladora do setor, deu parecer favorável ao local das antenas.
De acordo com a Anatel, a potência da antena é inferior a 3 mil megahertz, o máximo permitido para a instalação em áreas residenciais, e não prejudica a saúde humana. As obras foram então imediatamente reiniciadas, o que voltou a irritar os moradores. O departamento jurídico do município promete recorrer da decisão.
Segundo o vice-presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, o ‘‘medo alarmente’’ da população é desnecessário. Ele disse que a empresa já divulgou estudos científicos comprovando que os celulares não prejudicam a saúde.
‘‘Os argumentos foram entendidos pela Justiça, que avaliou o caso de Arapongas. Todas as nossas instalações estão dentro dos padrões de segurança recomendados pela Anatel. Enquanto tentamos instalar as antenas em locais apropriados para fornecer um serviço de qualidade, e somos impedidos, outras cidades insistem para que a empresa comece logo a atuar’’, afirmou. (Colaborou Ana Paula Nascimento, de Londrina)

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