Áreas inadequadas para incineração de resíduos e uma fábrica encravada no centro da cidade estão causando problemas de saúde em moradores de dois bairros de Arapongas (37 km a oeste de Londrina).
A fábrica de rações do grupo Big Frango é acusada por moradores do Jardim Aratimbó (área central) de provocar poluição sonora constante, nuvens de poeira, emitir fumaça escura e de fazer ‘‘chover’’, diariamente, farelo fino de cereais.
Moradores de chácaras e de uma pequena vila vizinha ao Parque Industrial 2 reclamam da queima clandestina de resíduos da poderosa indústria moveleira local.
Abaixo, duas histórias que estão na contramão de programas de desenvolvimento sustentado, conceito que ainda é uma abstração para pelo menos 100 famílias atingidas pelo desrespeito ao homem e seu meio ambiente, encarados com omissão e naturalidade por autoridades e empresários, reféns do discurso que prioriza renda e emprego e esquecem da qualidade de vida.
A industrialização que fascina Arapongas já começa a ser criticada por quem sente na pele, nos olhos e nos pulmões o preço do progresso.
A esperança é que projetos e programas em andamento amenizem o problema. A Big Frango afirma que investiu R$ 150 mil para modernizar a fábrica e diminuir seus danos ambientais. Apesar de não saber o que fazer com o lixo dos ‘‘rebeldes’’, o Sindicato das Indústrias de Movéis de Arapongas (Sima), destaque na produção de mudas para reflorestamento comercial e de matas ciliares, luta para que filiados se integrem a programas de reciclagem de resíduos.
Outra boa notícia para os 80 mil moradores de Arapongas é a recuperação de dois fundos de vale, onde em breve estarão em funcionamento as primeiras áreas verdes públicas da cidade.

mockup