Imagem ilustrativa da imagem Arapongas alerta para ocorrências com escorpiões
| Foto: Folha Arte

O longo período de estiagem tem gerado outro problema em algumas cidades neste inverno: os escorpiões. Os animais costumam ser mais comuns durante a primavera e o verão, entretanto, em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), o Controle de Endemias do município está alertando sobre o alto número de casos com notificações. Somente entre julho e agosto foram dez, sendo seis da espécie amarela e quatro do preto. Nenhuma com acidente.

“Normalmente, estas notificações começam a surgir no finalzinho de setembro, porém, estão se antecipando e este período de calor ajuda na proliferação. Nos chama atenção que no último verão as notificações que chegaram eram de animais adultos. Já nestas últimas semanas, do tipo amarelo, foram quatro adultos e dois filhotes, nos primeiros dias de vida. Isto nos leva a ter certeza que eles já estão procriando. Acreditamos que neste final do ano teremos muitos casos e isto está se alastrando pela região”, advertiu Valdecir Pardini, coordenador do Controle de Endemias de Arapongas.

O escorpião amarelo é a principal espécie que causa acidentes graves, inclusive, com registro de óbitos. Já o preto tem baixa toxidade de peçonha, porém, é mais agressivo que os representantes do gênero Tityus, pois, quando instigados picam a pinça sem parar. O tipo amarelo não possui macho na colônia e as fêmeas têm de duas a três gestações por ano, com média de 15 a 20 filhotes em cada. Na cidade, os amarelos foram capturados no jardim Primavera, conjunto Centauro, Vila Sampaio e Parque Industrial. Os outros foram localizados na região do jardim Brasil, Perobas e Monte Carlo.

NO PARANÁ

De acordo com a Sesa (Secretaria Estadual de Saúde), no Paraná são 1.664 acidentes ocasionados pelo animal entre janeiro e início deste mês. No mesmo período de 2018, e considerando todo o mês de agosto, foram 1.712. Pela 17ª Regional de Saúde, que abrange Londrina e outros 20 municípios, são 172 acidentes com escorpiões somente neste ano. Entre as ocorrências com animais peçonhentos na regional, como serpente e abelha, aquelas que envolvem escorpiões lideram.

Valdecir Pardini orientou que, ao ser picada, a pessoa não deve recorrer a nenhum método caseiro e procurar, imediatamente, uma unidade de saúde. “Se possível, levar o animal. Sabemos que a picada do preto dói como se fosse a de uma abelha e não causa problema mais grave, entretanto, a do amarelo é mais dolorida”, explicou. O manuseio para capturar o animal não deve ser feito diretamente com a mão e sim com o auxílio de uma madeira ou outro objeto, colocando num pote e vedando. “No caso de Arapongas, pode-se procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, postos 18 horas ou até hospital”, acrescentou.

ATENÇÃO
O escorpião fica entocado durante o dia e sai para caçar a noite. Entre as medidas de cuidado que podem ser adotadas está, principalmente, evitar o acúmulo de lixo. “Em especial o orgânico, porque atrai outros tipo de insetos que servem de alimentação para o escorpião. Eles costumam ficar também no meio de entulhos, entre telhas, tijolos. Tudo isso serve de esconderijo”, elencou. “Arapongas é uma cidade que se desenvolve muito em nível de construções, com vários loteamentos, então, as pessoas têm o hábito de acumular lixo nestas obras.”

A atenção ainda precisa ser adotada em relação a roupas e sapatos, verificando antes de vestir e calçar. Em Arapongas, por exemplo, em uma das situações o animal foi encontrado por uma moradora na calça que iria vestir. No município, assim como em outros da região, ao encontrar escorpião a Vigilância Ambiental ou Controle de Endemias devem ser acionados.

SERVIÇO - O Controle de Endemias de Arapongas fica na rua Caneleirinho, 257. O fone é 3902-1079.

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