Arquivo FolhaA bióloga Giselia Rubio, manuseando a marrom: antídoto está na rede pública de saúdeOs técnicos da Secretaria da Saúde do Paraná avisam que não adianta aplicar veneno nem pesticida, pois nenhum deles faz efeito contra a aranha marrom. Ao contrário, faz com que ela abandone seu esconderijo, aumentando a possibilidade de acidentes.
Para minorar os riscos, os pesquisadores como a bióloga Gisela Rubio, do CIT, recomendam remover entulhos, pedras, madeiras e material de construção empilhados dentro ou fora da casa, pois estes locais servem de abrigo e para a proliferação das aranhas e de insetos.
As aranhas marrons são muito comuns em Curitiba e na sua Região Metropoliana e, durante o verão elas saem de seu esconderijo em busca de insetos para se alimentar. Vale lembrar que em todo o Paraná registram-se cerca de 3 mil casos de pessoas picadas por aranhas marrons por ano, sendo 2.500 só em Curitiba.
A aranha gosta de se esconder em roupas penduradas, toalhas, camas e sapatos. Quando a pessoa encosta ou comprime o corpo contra ela, acontece a picada, que em casos mais sérios provoca insuficiência renal e até morte.
A picada só começa a doer algumas horas depois, e os sintomas são manchas vermelhas e roxas, inchaço, bolhas e coceiras. Em caso de acidente, a vítima deve procurar imediatamente um posto de saúde ou pronto-socorro, de preferência levando a aranha para identificação, mesmo morta. Outro cuidado importante é não tomar ou passar no local qualquer tipo de medicamento.
As aranhas marrons são pequenas, têm pernas longas e finas e só mordem quando atacadas. Gostam de lugares escuros, quentes e secos. Suas teias são irregulares, com aparência de algodão esfiapado, e elas se alimentam de pequenos insetos.
AntídotoJá que não se consegue vencer as aranhas marrons com venenos ou pesticidas, o jeito foi desenvolver um soro contra seu veneno. Durante três anos, técnicos do Centro de Produção e Pesquisa Imunológica da Secretaria Estadual da Sáude (CPPI) trabalharam para descobrir um soro específico para a aranha marrom.
As pesquisas foram bem-sucedidas, e hoje o Paraná é o primeiro Estado brasileiro a produzir este medicamento e tornar-se auto-suficiente no atendimento às vítimas de acidentes com as loxosceles, nome científico da aranha marrom. O soro é encontrado na rede pública de saúde.
Menos famosas que as suas parentes aranhas marrons são as aranhas phoneutrias, conhecidas como armadeiras, que preferem viver sob troncos de árvores, montes de lenhas e, eventualmente, aparecem dentro de casa.
Contraditoriamente, as armadeiras não fazem teia - o que dificulta enormemente sua localização - e têm cor marrom-escuras com manchas claras. As caranguejeiras, apesar do aspecto assustador - algumas chegam a 20 centímetros de diâmetro - causam acidentes leves. Sua picada é muito dolorosa, mas seu veneno é pouco ativo em seres humanos.

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