A comunidade muçulmana de Foz do Iguaçu participou da celebração do Aid el Kebir, chamado também de o ‘‘Dia do Sacrifício’’. Mais de mil pessoas oraram durante a manhã de ontem na Mesquita da cidade, dia que marcou o final da peregrinação dos fiéis do mundo todo à Meca.
Os árabes começaram o ritual às 7h30, ouvindo as palavras do líder religioso da comunidade em Foz, sheik Taleb Jomaa. Em seguida, representantes do Centro Cultural Beneficente Islâmico e de várias entidades locais agradeceram as doações oferecidas pelos imigrantes e descendentes. A comunidade é a segunda maior do País (a primeira está em São Paulo) com mais de 10 mil integrantes, incluindo moradores de Ciudad del Este, no Paraguai.
O Dia do Sacrifício é marcado pela oferenda de animais à Deus, tal qual faziam os ancestrais do Oriente Médio. A principal referência é o profeta Abraão, que teve a fidelidade testada quando atendeu um pedido divino. ‘‘Ele estava prestes a imolar o filho, quando Deus reconheceu sua fé e enviou-lhe uma ovelha para ser sacrificada no lugar do rapaz’’, explicou o secretário do centro cultural, Ale Ghazzaoui, 59 anos.
A maneira alternativa de sacrifício usada em Foz é utilizar as doações em dinheiro dos membros para comprar animais vivos e abatê-los em frigoríficos. Sob a supervisão de representantes da comunidade, sete novilhos foram sacrificados ainda na manhã de ontem, totalizando 1,7 mil quilos de carne. ‘‘Todos os animais foram desossados e entregues aos muçulmanos carentes e demais entidades assistenciais da cidade’’, disse o comerciante Mohamed Ismail, 33 anos, integrante do centro cultural e também do Comitê de Solidariedade ao Povo Árabe-Palestino, grupo que mantém constante vigília sobre os conflitos entre israelenses e palestinos em Jerusalém.
Depois de participar do ritual, as famílias se serviram em um café da manhã de confraternização, montado na entrada da mesquita.

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