Ar da CIC não é ruim como previsto
Arquivo FolhaCuritiba deverá ter, até o final do ano, um sistema completo para medir a qualidade do arOs níveis de poluição do ar registrados na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) estão abaixo do previsto. Esta é a conclusão das primeiras medições do centro de monitoramento da qualidade do ar, que está funcionando desde o início do mês no local. Apesar de representar motivo de comemoração, esse desempenho é considerado extra-oficial pelos responsáveis pelo trabalho. ‘‘Em relação à concentração de ozônio, que aparece como consequência da presença de outros poluentes, esses bons resultados já eram esperados, mas não são considerados ainda como oficiais’’, disse a chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) Ana Cecília Nowacki.
Os resultados vão ser analisados amanhã, quando todo o trabalho de monitoração do ar realizado na Região Metropolitana de Curitiba vai ser avaliado por representantes do IAP, do Laboratório Central da Copel (LAC) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). ‘‘Vamos avaliar em que parâmetros a divulgação dos resultados vai ser feita’’ disse a técnica.
Na reunião, a localização dos novos centros de controle de qualidade do ar na RMC também pode ser decidida. A idéia é instalar os equipamentos em locais pertencentes aos municípios, para evitar a desapropriação de terrenos.
Os bairros de Santa Cândida e Santa Quitéria já foram escolhidos para sediar os próximos centros de coleta de dados. Ainda falta definir os locais. Outras duas unidades vão ser instaladas pelo governo do Estado na Região Metropolitana - uma delas provavelmente em São José dos Pinhais. Elas devem custar cerca de R$ 300 mil cada uma e já estão em fase de licitação. Esses locais estão sendo estudados em conjunto com o Simepar, através de análise da predominância da direção dos ventos. Também a estação já existente na Praça Rui Barbosa deve receber outros dois equipamentos, para melhorar a qualidade da captação.
Com a instalação dessas cinco unidades, mais a já existente na Praça Rui Barbosa e outras três que operam na cidade de Araucária, fica concluído o projeto de instalação da estrutura necessária à análise da qualidade do ar da RMC. ‘‘Atualmente só podemos acompanhar os desempenhos pontuais de cada região, mas até o fim do ano devemos estar com tudo instalado e operando, o que vai permitir uma análise global’’, disse.
O resultado dos dados levantados pelos centros de monitoramento são enviados diariamente pelo IAP aos meios de comunicação e, em breve, devem estar disponíveis na Internet, no site do Sistema Metereológico do Paraná (Simepar).

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