O Aeroporto de Londrina é responsável por uma média de 45 vôos diários, o que representa cerca de mil passageiros que embarcam todos os dias. De sábado até segunda-feira (entre os dias 5 e 7), segundo a Infraero, foram cancelados 26 vôos. ‘‘Aproximadamente cinco vôos foram cancelados por causa do mau tempo. A grande maioria foi cancelada pela falta do VOR’’, reconhece o superintendente da Infraero em Londrina, Lourival Inácio Briana.
O VOR é um equipamento que auxilia as decolagens de aeronaves nos dias fechados (de chuva e nevoeiro) e está desativado há mais de dois meses por ter apresentado alguns problemas. Técnicos da Infraero fizeram os ajustes necessários e, no final de agosto, engenheiros do Grupamento Especial de Inspeção e Vôo (Geiv), da Força Aérea Brasileira, estiveram em Londrina, para vistoriar o equipamento. O grupo constatou que o VOR, instalado na cabeceira da pista, não tem mais condições de uso.
Briana informa que enviou o relatório da vistoria à Superintendência Regional de Porto Alegre e solicitando a compra de um novo aparelho, que deve custar em torno de R$ 1 milhão. Segundo o superintendente, a definição sobre a aquisição está sendo estudado pela Infraero e pela Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo, do Ministério da Aeronáutica. Ele defende a compra do VOR Dobler, que é mais sofisticado e não sofre interferência de obstáculos ao seu redor.
Segundo Briana, uma alternativa até a aquisição do VOR seria a utilização do NDB (rádio-farol não direcionado). O equipamento, instalado próximo ao estacionamento do aeroporto, é utilizado para auxílio nos pousos das aeronaves, mas serve também para decolagens. Para isso acontecer, falta a homologação do Ministério da Aeronáutica.
O superintendente explica que o pedido de homologação foi solicitado neste ano e ratificado quando começaram os problemas com o VOR. ‘‘Falta vir a aeronave-laboratório para fazer a vistoria’’, explica.
Sobre a aquisição do ILS - sistema de pouso por instrumento -, o assunto precisa ser melhor estudado, segundo o gerente de navegação aérea da Infraero, Nei Vasconcelos Manhães. Ele explica que teria de verificar a relação custo-benefício do aparelho. (L.O.)

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