Aquíferos são tema de encontro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de outubro de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
A preservação da água é foco principal do debate ambiental neste início de século. As discussões, no entanto, são centradas nos mananciais de superfície. Estas fontes correspondem a somente 3% da água doce do planeta. Os outros 97% são encontrados no subsolo. Este é o tema central do 1º Colóquio Paranaense de Águas Subterrâneas, que será realizado hoje, a partir das 8h30, no Hotel Thomasi (zona oeste), em Londrina.
''O debate vai reunir pesquisadores que pensam e trabalham com a água subterrânea'', explicou o geólogo Everton Luiz da Costa Souza, presidente do núcleo paranaense da Associação Brasileira de Águas Subterâneas (ABAS). A entidade é formada por pesquisadores, hidrogeólogos, geólogos, empresas de perfuração e fornecedores de material para construção de poços. A organização tem apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Sanepar e Itaipu Binacional e parceria com as Universidades Federal do Paraná (UFPR) e Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com Souza, o conhecimento da tecnologia pode, por exemplo, trazer desenvolvimento ao setor agrícola. Segundo estatística da ABAS, 90% das comunidades rurais paranaenses têm abastecimento regular de águas subterrâneas. ''(A exploração do subsolo) Não sofre com estiagem ou chuva torrencial. É a alternativa mais viável também para comunidades urbanas'', analisou. Administradores públicos da região foram convidados para o colóquio.
A perfuração recente de três fontes no Aquífero Guarani dois em Ibiporã e um na zona leste de Londrina é considerada estratégica para a região, segundo o presidente da ABAS. Segundo Souza, a vazão do poço londrinense é de 1.080 metros cúbicos por hora, suficiente para abastecer uma cidade de 120 mil habitantes.
O evento é aberto e as inscrições gratuitas podem ser feitas no local. O número de vagas é restrito a 150 participantes. A discussão terá continuidade em Maringá, no dia 7 de novembro. Outros colóquios serão realizados em Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. O resultado dos debates será conhecido num Fórum, previsto para o próximo ano em Curitiba.


