Londrina – Uma barraca de lona, alguns bancos, uma garrafa de água e outra de café. Uma roda formada por vários homens conversando em alto e bom som e muitas, muitas gargalhadas. É desta forma que os clientes da horta comunitária do Parque Ouro Verde são recebidos. E logo se percebe que não é apenas uma horta. "O espaço reuniu o pessoal, um grupo bom, sem desavença, todos se dão bem. Aqui virou o ponto de encontro da velharada do bairro", se diverte o coordenador do espaço, Juliano Guilherme de Jesus, 60 anos.
Entre uma piada e outra, um "causo" engraçado ou uma história real, relatando as amarguras da vida, o dia se estende e o tempo parece não passar. "Eu gosto disso aqui. Eu trabalho e o tempo que sobra venho para cá. Duas horas aqui já aliviam a mente do estresse do dia a dia. Esqueço dos problemas. É uma terapia. O silêncio daqui acalma", revela com os olhos marejados, Gilvan dos Santos, que divide o tempo entre o cultivo da terra, o trabalho em uma indústria de alimentos, a esposa e os três filhos.
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Trigueiro, revela que o objetivo das hortas comunitárias era recuperar áreas degradadas e melhorar o convívio entre os moradores. (L.F.C.)

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