Aqui tem peixe para todo mundo
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quinta-feira, 24 de março de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local
Da barraca da piscicultora Luzia Moreira vem o anúncio em alto e bom som: "olha o peixe fresquinho. Aqui tem peixe para todo mundo, é só chegar!" É a tática que ela e seus funcionários encontraram para tentar atrair os clientes na 23ª edição da Feira do Peixe Vivo, que chega a seu último dia hoje, na Praça Tomi Nakagawa (centro de Londrina). O atendimento começa às 8 horas e vai até as 13 horas.
Atrativos, segundo ela, não faltam. "É a oportunidade para quem quer garantir aquele peixe fresquinho para fazer na Semana Santa. É bem diferente do peixe congelado, que acaba tirando até um pouco do gosto da carne. O bom é comprar fresquinho", propagandeia a piscicultora.
Cliente de carteirinha da Feira do Peixe Vivo, o empresário Gilson Albuquerque comprova estes diferenciais. "O peixe é fresquinho, mais saudável e o preço é razoável pela qualidade", apontou. Natural de Corumbá (MS), o pantaneiro, como ele mesmo se define, não abre mão de um peixinho na Semana Santa e revela como vai preparar os dois que levou para casa. "O pacu vou no tradicional, assado com vinagrete. E a tilápia, vamos fritar", contou. "Fica tão bom que até o cachorro come", garantiu.
O consumidor que for à feira ainda poderá encontrar ainda outras espécies, como bagre, pintado e o matrixã. O preço do quilo varia entre R$ 11 e R$ 23, sendo bagre e carpa R$ 11; tilápia pequena R$ 12; tilápia grande R$ 14; pacu e matrixã R$ 15 e pintado R$ 23.
No caso do autônomo Agnaldo da Silva, que veio de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), não foi bem o peixe fresco o que lhe atraiu. Ele e o filho se deixaram levar pela curiosidade. Enquanto esperava a mãe em uma consulta médica, ele aproveitou para levar o pequeno Matheus, de 9 anos, para ver os peixes vivos de perto. E o garoto ficou encantado. "É legal ver, os peixes são grandes", falou o menino.
E nem a crise econômica tira a animação dos produtores. A expectativa é alcançar o mesmo patamar de vendas de anos anteriores. Na barraca da piscicultora Luzia Moreira, a ideia é vender pelo menos 5 toneladas de peixes. A expectativa dos produtores é comercializar cerca de 18 toneladas de peixe este ano.
E quem quiser comer ali mesmo, na hora, um peixinho pode chegar na barraca da Edna Matos, que vende, além do peixe frito, pastel, kibe, bolinho e empada, tudo recheado com filé de tilápia. "Se o pessoal quiser comprar e trazer, a gente frita aqui", garantiu. Há também outras barracas que comercializam salgados com outros recheios.