O presidente da organização não-governamental Associação Londrinense de Assistência (Aliança), pastor Clóvis José de Pinho, que administra o asilo Ebenézer, afirmou ontem que a entidade estava providenciando todas as adequações exigidas pela Vigilância Sanitária e pelo Coren, e que a representação do Ministério Público (MP) pelo fechamento foi ''precipitada''. ''Prestamos serviço sério há anos, sem objetivar lucro. Aqui não tem nenhum aventureiro'', disse ele.
A enfermeira Talita Alves explicou que a diretoria realizou mudanças na equipe de atendimento após a avaliação do Coren, com a contratação de pessoal e alterações na escala de trabalho. Hoje, a equipe seria composta por dois enfermeiros, seis auxiliares e dois cuidadores. ''É um número que atende às exigências do Coren'', afirmou a enfermeira.
Pinho alegou que a notificação da Vigilância Sanitária com a lista de adequações a serem feitas no prédio foi entregue a um estagiário, que guardou o documento numa gaveta. ''Só achamos a lista poucos dias antes do vencimento do prazo. Pedimos mais 90 dias para fazermos a reforma, e a Vigilância concordou. Até compramos material para as obras. Aí, tivemos essa surpresa (a decisão judicial)'', comentou o pastor.
Talita afirmou que o MP fez pressão para o fechamento. ''Eles vieram fazer vistoria no início de uma manhã, quando os idosos estavam cheirando mal, tinham urinado nas roupas, havia sujeira nos quartos. Isso é natural, se você for em qualquer hospital nesse horário o cenário vai ser assim, porque o dia está começando. A limpeza seria feita em seguida'', criticou.
Segundo Pinho, a reforma já teve início e a entidade vai procurar oferecer assistência aos idosos nas casas de suas famílias. Segundo o pastor, o asilo é sustentado por repasses de R$ 100 por pessoa atendida feitos pela prefeitura (que estão atrasados) e por um desconto de 70% de um salário mínimo na aposentadoria de cada idoso.

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