Aquecimento solar: economia e preservação
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Fernando Rocha Faro<br>Equipe da Folha 
Londrina - Uma reforma foi a oportunidade para o empresário Ivan Gaidalo, de Londrina, investir num equipamento que combina economia e preservação do meio ambiente: sistema de aquecimento solar. A expectativa dele é que, nos próximos 20 dias, a família possa desfrutar do conforto do banho quente sem um grande consumo de energia elétrica.
"Foram dois motivos: o primeiro é a economia de eletricidade, mas a gente também pensa na mãe natureza. Muita gente reclama, mas se cada um fizer a sua parte é possível melhorar a situação", comenta Gaidalo. O empresário, que com a reforma vai eliminar o chuveiro elétrico de casa, é uma exceção. A estimativa do empresário João Batista Magalhães, que comercializa aquecedores solares, é que nem 10% dos imóveis brasileiros contam com a tecnologia.
Segundo ele, em outros países, como a China, o sistema é adotado em praticamente todas as casas. "Ele ainda não é tão popular por falta de divulgação e de consciência da população sobre a viabilidade das energias alternativas", avalia.
Em Londrina, o poder público decidiu incentivar a disseminação dos aquecedores solares através da aprovação de um projeto de lei. A legislação torna obrigatória a instalação de aquecedor solar em imóveis que se enquadrem em uma das seguintes situações: mais de 100 metros quadrados de construção, tenha dois ou mais banheiros, estejam situadas em loteamentos fechados e que fiquem em condomínios horizontais ou verticais.
A legislação indica ainda que a obrigatoriedade estende-se a hotéis, motéis, academias de ginástica e associações recreativas. No entanto, isenta os imóveis em que ficar tecnicamente comprovada a falta de área iluminante.
O vereador Gláudio Renato de Lima (PT), autor da lei, informa que a idéia foi tirada de um programa de televisão. Após pesquisa, o vereador constatou que outras cidades, como São Paulo, possuem legislação semelhante. E a fiscalização, segundo ele, será feita na liberação do Habite-se. "A lei não retroage, mas, para os projetos novos serem aprovados, é obrigatória a presença do aquecedor solar", salienta.
Outra vantagem do sistema, além da redução da conta de energia, é o conforto. Segundo o professor do Departamento de Construção Civil, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Aron Lopes Petrucci, o nível de aquecimento é superior, por exemplo, ao do banho com chuveiro elétrico. Permite o uso mais demorado e sem perda de temperatura.
E foi também o bem-estar que a água quente proporciona que motivou Ivan Gaidalo a investir. Além do banheiro novo, o "diferencial" vai estar presente também nas torneiras da cozinha. "Como já tinha algumas placas que consegui por permuta, meu investimento foi só de R$ 1,8 mil. Era uma coisa que eu pensava em fazer há muito tempo", revela.


