Aquecedores protegem animais
Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
De Maringá
Com as baixas temperaturas e a grande umidade do ar, características do inverno, os animais do zoológico do Parque do Ingá, em Maringá, começam a receber tratamento diferenciado. As gaiolas das aves foram recobertas com lona para protegê-las do vento durante a noite, e os mamíferos estão recebendo alimentação mais energética. Os répteis são abrigados em casinhas com aquecedor exclusivo. Os cágados, jacarés e tigres dágua são os que mais sofrem com o frio, explica a veterinária Evandra Maria Voltarelli.
Os répteis são animais exotérmicos, que absorvem a temperatura do ambiente. Segundo a veterinária, eles geram apenas 20% do calor necessário ao corpo. O metabolismo deles é diretamente influenciado pela temperatura do meio ambiente. Esses bichinhos precisam de algumas condições essenciais para viver em cativeiro, como luminosidade, calor e umidade ideais. Cada espécie recebeu dois aquecedores, que ficam ligados durante toda noite e, dependendo do clima, permanecem 24 horas funcionando.
Começamos a observar uma alta mortalidade no inverno. Por isso, decidimos instalar os aquecedores, explicou a veterinária. A temperatura ambiente fica em torno de 28ºC, considerada agradável para os sete jacarés e 40 cágados e tigres dágua do zoológico.
Outros animais que preocupam a veterinária são os saguis e os macacos-prego, acostumados com o clima tropical. Temos uma atenção especial com eles. A alimentação, totalmente modificada, fica mais proteica. Nesses casos, não é necessário o uso de aquecedores, mas as casinhas onde os macacos dormem recebem tratamento especial, com madeiras forrando o chão e tecidos de estopa para diminuir o frio. Os mamíferos se defendem melhor e somente essas medidas já bastam, diz Evandra.





