A decisão da Comissão Processante (CP) da Câmara de Vereadores de Londrina de continuar com as investigações no caso do vereador Jaci Aguiar (PDT), ameaçado de ter mandato cassado, não precisa ser votado em plenário. A afirmação é do advogado Adyr Sebastião Ferreira, que protocolou ontem, na Câmara, um documento reafirmando esta decisão.
Há dois meses, o advogado já havia emitido parecer dizendo que, em caso de a comissão optar pelo prosseguimento da denúncia, deveria se abrir fase instrutória - com o interrogatório de Jaci Aguiar, acusado de falta de decoro parlamentar. Mas, segundo o presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), alguns vereadores apresentaram dúvidas sobre como deveria ser o procedimento - se a decisão deveria ir ou não a plenário. Daí, afirma, a decisão de consultar novamente Ferreira.
O advogado disse que há cerca de 15 dias já havia entregue à Câmara um parecer em que confirmava tudo que já havia dito sobre o assunto. ‘‘Me coloquei à disposição para qualquer esclarecimento’’, observou. ‘‘Hoje (ontem), por cautela, protocolei uma segunda ratificação dizendo que não há nada a ser alterado’’.
Araújo disse que agora enviará o documento à comissão processante. O presidente da comissão, o vereador Flávio Vedoato (PTB), informou que assim que for comunicado oficialmente sobre o caso, irá convocar uma reunião para verificar quais medidas devem ser tomadas.
O caso que originou o pedido de cassação de Aguiar é conhecido como escândalo do leite. Ele, juntamente com ex-assessores parlamentares, é acusado de tentativa de extorsão junto a duas cooperativas de leite de Londrina e Apucarana.

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