APUCARANA - O prefeito de Apucarana, Valter Pegorer (PSDB), tem prazo até amanhã para apresentar uma proposta definitiva que solucione o problema do lixão da cidade. O prazo foi estipulado pelo Promotor de Defesa do Consumidor e do Meio Ambiente, Luiz Fernando Ferreira Delázari, que já anunciou sua disposição de interditar o local.
A gravidade da situação do lixão, que acumula todo o lixo urbano da cidade há 18 anos, foi constatada pelo Instituto Ambiental do Paraná(IAP) durante vistoria realizada em 16 de outubro. O laudo diz que o lixão contamina lençóis freáticos e representa um gigantesco foco de proliferação de ratos, baratas e moscas. A área fica numa estrada rural que liga a cidade ao distrito do Barreiro, a 4 quilômetros da zona urbana.
Com o laudo do IAP, a promotoria já pretendia adotar medidas judiciais para interditar o lixão no mês passado, impedindo o despejo de mais lixo urbano. Notificado pelo promotor Luiz Fernando Ferreira Delázari, o prefeito Valter Pegorer (PSDB) explicou que já existia projeto para saneamento da área e implantação de um aterro sanitário controlado. O prefeito disse ao promotor que aguardava apenas a liberação de recursos do Estado para iniciar a obra.
O promotor justificou seu ultimato ao prefeito alegando que, 30 dias após a notificação, nada foi feito para conter o foco de poluição ambiental. Segundo o IAP, o lixão ameaça inclusive contaminar a nascente do Rio Pirapó, manancial utilizado pela Sanepar para abastecer Maringá.
‘‘Caso a prefeitura demonstre na prática a sua disposição de atacar o problema de imediato, iniciando as obras do aterro sanitário, a promotoria terá condições de fazer um termo de ajustamente e adiar a interdição do lixão’’, disse Delázari. Ele ressaltou porém que ‘‘se não houver boa vontade’’, a interdição será a única alternativa, através de uma ação cível pública.
Nesta semana, Pegorer anunciou à imprensa que a secretaria Estadual do Meio Ambiente garantiu para este ano a liberação da primeira parcela do convênio que prevê a construção do aterro. ‘‘O projeto, no valor de R$600 mil, está pronto desde o ano passado, e ainda não foi executado por que a prefeitura não dispõe de tais recursos.’’

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