Apucarana rastreia sítio arqueológico
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2000
Maurício Borges de Apucarana 
Começou esta semana, no Residencial Interlagos, em Apucarana, o rastreamento de toda a área de 78 hectares onde estudantes encontraram peças cerâmicas que caracterizam um sítio arqueológico. O trabalho está sendo coordenado pelo arqueológo Osvaldo Paulino da Silva, seguindo diretrizes de projeto idealizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN).
As primeiras peças encontradas no loteamento, situado no trecho urbano da estrada Apucarana-Rio Bom, são vasos, machados e pontas de lanças. O material, conforme avaliação dos técnicos, está bastante fragmentado porque o local foi cultivado durante muitos anos. As peças pertenceram a tribos indígenas provavelmente caingangues e guaranis que residiram nesta área há centenas de anos.
Com o início do projeto, o empresário Carlos Fujiwara, um dos proprietários do loteamento, anunciou que as obras de infra-estrutura foram suspensas. Só iremos retomar o trabalho depois de concluída a coleta de todo o material do sítio arqueológico, afirmou. O grupo Fujiwara está custeando o projeto.
O arqueológo explicou que, em toda área, estão sendo abertos poços de observação da subsuperfície, com o objetivo de mapear com segurança em quais os setores se concentram as peças. E, desde ontem, está contando com o apoio de estudantes do Colégio Estadual Santos Dumont para uma minuciosa varredura e coleta de peças no loteamento.
Todo o material será lavado, catalogado e numerado. Depois pretendemos reconstituir parte das peças, que serão colocadas em exposição na cidade, revelou Osvaldo Silva, acrescentando que também será editado um livreto sobre arqueologia, contendo informações específicas do sítio arqueológico.


