Apucarana procura área para aterro
Odair StraliottiO lixão, instalado há quase 20 anos na estrada do Barreiro, está com sua capacidade esgotadaEm outubro do ano passado, por interferência da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, foi deflagrado o processo para solucionar uma das mais graves situações relacionadas ao lixo urbano no Norte do Estado. O lixão de Apucarana, instalado há quase 20 anos na estrada do distrito do Barreiro, distante apenas quatro quilômetros da cidade, está com sua capacidade esgotada.
Em um termo de ajuste firmado entre a prefeitura e o Ministério Público, ficou estabelecida a execução de obras de saneamento e um prazo máximo de 120 dias para a transferência do lixão para local apropriado. Agora, o prefeito Carlos Scarpelini (PPB) procura definir uma nova área, com a anuência dos técnicos do IAP, visando a implantação de um aterro sanitário.
O quadro do atual lixão era preocupante, com a contaminação de lençóis freáticos e da nascente do Rio Pirapó, manancial que abastece Maringá. A produção de chorume (líquido que escorre do lixo fermentado e em decomposição), exalação de gases tóxicos e proliferação de moscas, insetos e ratos, levou o promotor Luiz Fernando Ferreira Delázari a dar um ultimato para a sua interdição.
O ex-prefeito Valter Pegorer (PSDB), que em seu plano de governo havia anunciado em 1992 a implantação de um aterro sanitário controlado e uma usina de reciclagem de lixo, foi obrigado a dar ao menos uma solução emergencial ao problema, diante da pressão exercida pelo Ministério Público.
Um plano de ação emergencial de saneamento do lixão foi executado em 15 dias, no mês de dezembro, pela empresa Sanecom, de Londrina. As principais obras foram a remoção e compactação de um total estimado de 12 mil metros cúbicos de lixo da área de depósito e a construção de valas e trincheiras para conter a combustão e canalizar as águas de chuvas, evitando que o chorume escorresse para cursos dagua.
Também foram abertas trincheiras exclusivas para recebimento de lixo hospitalar. As obras, conforme assegura Mauro Rodrigues Mello, tecnólogo da Sanecom, são suficientes para garantir a utilização do depósito pelo menos por mais 150 dias.





