Na lutaSoldado do 30º BIM, de Apucarana, no trabalho de combate à dengue iniciado ontemCom a participação de soldados do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército (30º BIM), foi iniciado ontem um arrastão contra a dengue em Apucarana. A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e Fundação Nacional de Saúde (FNS). A fase inicial, que também servirá de treinamento para os soldados do exército, compreende a coleta de amostras de água para medir a presença dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus em quatro regiões centrais da cidade.
Para esta etapa, com duração de duas semanas, o 30º BIM cedeu 30 soldados que foram subdivididos em seis grupos, cada um deles monitorado por um agente da FNS. ‘‘Quando formos iniciar o arrastão, vamos dispor de 90 homens do 30º BIM e mais agentes comunitários, que serão mantidos através de convênio com o Ministério da Saúde’’, anunciou o secretário Carlos Alberto Preto.
A proliferação de focos dos mosquitos causadores da dengue, em Apucarana, preocupa as autoridades sanitárias. A 16ª Regional de Saúde já confirmou dois casos de dengue na cidade, constatando que as vítimas foram contaminadas em Belo Horizonte (MG).
Foi detectada a presença do mosquito em cerca de 30% das residências de Apucarana. ‘‘No Parque Bela Vista este índice chega a 66,6% dos domicílios, e a 40% no Núcleo João Paulo I’’, informou Valdecir Pardini, supervisor da FNS em Apucarana.
Para desenvolver o arrastão, a Secretaria Municipal de Saúde e a Fundação Nacional de Saúde decidiram dividir a cidade em 21 regiões. O objetivo inicial é percorrer 25 mil domicílios nos próximos 15 dias, para levantar a dispersão do mosquito transmissor da dengue. Pardini explica que é importante saber quais são as áreas de maior incidência, para depois concentrar o combate nestas regiões.
Com 8 agentes de saúde cedidos para Apucarana, liberados pela regional de Londrina da FNS, e o auxílio diário de 30 homens do 30º BIM, as autoridades sanitárias pretendem desencadear uma ampla campanha para erradicar o mosquito. Além de transmitir orientações para eliminar o Aedes aegypti e sobre os riscos da dengue, as equipes tentarão eliminar recipientes que acumulem água (latas, pneus, vasos e caixas d’água). ‘‘Nós apostamos na conscientização e no engajamento da população nesta campanha, porque sem essa ajuda fica difícil combater a dengue’’, diz o médico Carlos Alberto Preto.

mockup