A renovação antecipada do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto sanitário, negociada entre o município de Apucarana e a Sanepar, começa a ser questionada por sindicatos e associações de moradores. Representantes de oito sindicatos e da União Municipal de Moradores de Apucarana (UMMA), além de alguns vereadores e profissionais liberais também pretendem denunciar a Sanepar ao Ministério Público, pelo descumprimento de cláusulas do contrato que está em vigor a 28 anos e que vence em dezembro de 2002.
Através da instalação de um fórum de debates sobre o tema, criado em reunião realizada na terça-feira, sindicatos de trabalhadores e associações de bairros planejam acompanhar a negociação que está sendo encaminhada pela prefeitura com a Sanepar.
Marli de Castro, do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde, argumenta que os sindicatos, que representam os trabalhadores, e a grande maioria da população, representada pelas associações de bairros, não estão tendo acesso na discussão do novo contrato. ‘‘Não podemos esperar mais 30 anos para voltar a discutir este assunto de grande importância para a vida da comunidade’’, frisa ela.
O médico Carlos Alberto Gebrin Preto (ex-secretário municipal de saúde) aponta para a necessidade de ampliar a discussão e avaliar inclusive a possibilidade do município assumir os serviços. ‘‘Temos vários exemplos bem sucedidos de municipalização do serviço de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos’’, assinalou Preto.
A Promotoria de Defesa do Consumidor também decidiu intervir na negociação, encaminhando um ofício ao prefeito Valter Pegorer. No documento o representante do Ministério Público, Eduardo Nagib Matni, solicitou informações gerais sobre a negociação da prefeitura com a Sanepar, e pediu mais tranparência e participação comunitária na discussão da renovação do contrato.

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