Apucarana discute lei que autoriza moto-táxis
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terça-feira, 01 de abril de 1997
Maurício Borges Correspondente 
APUCARANA - A Câmara Municipal de Apucarana (60 quilômetros a sudoeste de Londrina) começou a discutir ontem o projeto de lei nº 026/97, do prefeito Carlos Scarpelini (PPB), que dispõe sobre permissão para exploração do serviço de transporte individual de passageiros, através do sistema moto-táxi.
Hoje existem seis empresas do ramo na cidade: Moto-Táxi Líder, Disc-Moto, Duas-Rodas, Papaléguas, Metrópole e Segurança. O sistema já funciona em Arapongas, Paranavaí, Umuarama e outras cidades do Estado.
O serviço não dá ao passageiro o mesmo conforto e a segurança de um táxi convencional, mas já ganhou centenas de usuários, graças à agilidade e preço mais baixo.
Qualquer itinerário na cidade custa R$ 1 entre 6 e 22 horas, e R$ 1,50 depois das 22 horas. Pelo mesmo preço, as moto-táxis também fazem entrega de encomendas de até 30 kg, desde que o volume possa ser transportado por motocicleta.
A Moto-Táxi Líder mantém uma frota de 58 motocicletas, a maioria alugadas dos motociclistas que prestam serviço para a empresa. Todas as motocicletas têm placa de veículo de aluguel (vermelha). Os taxistas ganham percentual de produção. As corridas são combinadas por uma central telefônica da empresa.
O projeto de lei visando regulamentar o funcionamento desta modalidade de transporte é rigoroso em relação à segurança dos passageiros. A proposta prevê fiscalização permanente quanto à habilitação dos pilotos, estado de conservação e manutenção das motocicletas e uso obrigatório de capacete, tanto para o piloto como para o passageiro.
A lei vai dar condições para regulamentar a exploração deste serviço, mas com critérios rigorosos para garantir a segurança dos usuários, comenta Scarpelini. Ele diz que as motos de praça não poderão apanhar passageiros a uma distância inferior a 100 metros dos pontos de táxis convencionais e das paradas do transporte coletivo urbano.
O sistema de moto-táxi surgiu no Paraná há 4 meses, quando o empresário Frank Hanry Fabrini resolveu expandir o negócio iniciado em Itumbiara (GO), pesquisando o mercado em 12 cidades de porte médio do Estado. Ele explica que optou por Apucarana por causa do perfil do usuário local e da existência de itinerários não servidos por táxis e coletivos.
Também no interior paulista o sistema está sendo implantado em várias cidades, como Barretos, Franca e Ribeirão Preto. Por enquanto, a maioria das empresas funciona praticamente na clandestinidade, aguardando a regulamentação de uma lei própria nos municípios.


