Apucarana cria pesque-pague social
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sexta-feira, 02 de maio de 1997
Maurício Borges Correspondente 
Maurício BorgesPreparoOperários colocam peixes no tanque destinado para o pesque-pago social de Apucarana APUCARANA - A necessidade de incrementar a receita de diversas entidades assistenciais que prestam atendimento a crianças, deficientes, excepcionais e idosos, está gerando em Apucarana uma nova alternativa de renda. Trata-se do pesque-pague social, onde a meta é associar atividades de lazer com assistência social. Antes mesmo de começar a funcionar, o projeto já desperta interesse de vários municípios.
A idéia lançada pela prefeitura, com a imediata adesão de entidades sociais, envolve a urbanização de uma área de três alqueires, de propriedade do Município, e o repovoamento de duas represas existentes no local. O projeto, iniciado há pouco mais de um mês, já está em fase de conclusão, com a abertura do pesque-pague programada para hoje.
Ao justificar a proposta, o prefeito Carlos Scarpelini (PPB) diz que, em geral, as prefeituras atravessam uma situação financeira muito difícil e, no caso de Apucarana, esse quadro não é diferente.
A propriedade da prefeitura, situada no contorno sul da cidade, junto a uma área de mata nativa, está recebendo diversas melhorias, que incluem obras de infra-estrutura como estacionamento, quiosques, bicas dágua, churrasqueiras e um canal de concreto junto à barragem da represa principal.
Toda área será isolada com cercas. Na entrada, ao lado de um grande pórtico, a prefeitura está construindo uma portaria para controlar o acesso do público. O local também servirá para pesagem, limpeza e pagamento dos peixes.
O objetivo é criar uma série de atrativos e aproveitar o potencial que a prefeitura dispõe na área de piscicultura para manter em funcionamento o pesque-pague social. Esta parceria com as entidades assistenciais, poderá garantir recursos suficientes para cobrir suas despesas mensais com alimentação, avalia o prefeito.
De acordo com estimativas, a princípio o pesque-pague deve comercializar uma média de 5 toneladas/mês de peixes, gerando uma renda de aproximadamente R$ 15 mil para as entidades sociais. No mesmo local, as instituições assistenciais poderão ainda incrementar sua renda, administrando quiosques e outras atividades como passeios a cavalo e pônei.
No projeto estão sendo estabelecidos alguns critérios para tornar a pesca assistencial mais atraente aos pescadores. O maior apelo será o preço dos peixes, que terão um custo médio 50% inferior aos que são normalmente praticados neste tipo de atividade.
Através de sua central de alevinos e tanques de engorda, a prefeitura abastecerá as represas periodicamente sem qualquer custo para as entidades assistenciais que irão administrar o pesque-pague.
Além de carpas e tilápias, que vêm dos tanques de engorda da prefeitura, as represas estão sendo povoadas com cará, mandi dourado, joaninha, piau, lambari, tambiu, corvina, barbado, corimba, bagre e pacu.


