Apucarana - Mulheres vítimas de violências previstas na Lei Maria da Penha e que não tenham condições financeiras de manter sua sobrevivência e de seus filhos terão direito a um auxílio-moradia criado pela Prefeitura de Apucarana. O programa prevê o pagamento de R$ 400 mensais por um semestre, podendo ser prorrogado por igual período. O benefício foi aprovado pela Câmara de Vereadores e publicada no Diário Oficial na terça-feira.
A alternativa foi sugerida pela Secretaria Municipal da Mulher. ''Nosso objetivo é amparar as mulheres que têm filhos. Muitas delas, após denunciarem seus parceiros por agressão e passarem por um período de abrigo, não têm como garantir a sua sobrevivência e de seus filhos. É uma forma de apoiá-las até que consigam redirecionar suas vidas'', destacou o secretária municipal da Mulher e Assuntos da Família, Eloísa Francisco Fernandes.
Ela explica que o benefício já pode começar a ser concedido, mas não há estimativa de quantas mulheres serão beneficiadas. ''Atendemos uma média de três mulheres que sofrem violência por dia. Entretanto apenas aquelas que não têm familiares próximos com condições de acolhê-las terão acesso ao auxílio-moradia'', explica. Para ter direito ao benefício, as vítimas passarão por avaliação com técnicos do Instituto de Atenção à Mulher Apucaranense.
De acordo com Eloísa, o benefício foi criado com o objetivo de incentivar mais mulheres que sofrem violência a denunciar os agressores. ''Além do auxílio-moradia, temos uma parceria com a Delegacia da Mulher e todas as vítimas de violência que fazem boletim de ocorrência de agressões sofridas são encaminhadas ao Iama, onde contam com apoio jurídico, psicológico e social. Também atendemos mulheres que nos procuram espontaneamente mesmo sem terem registrado a ocorrência na delegacia'', ressalta.
Questionada se há intenção de implantar um projeto parecido em Londrina, a Secretaria Municipal da Mulher, Sueli Galhardi, afirmou que não há essa necessidade. ''Londrina mantém um abrigo e presta assistência social e psicológica às mulheres vítimas de violência durante todo o tempo em que permancem abrigadas até que as mesmas consigam retomar suas vidas'', enfatizou.

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