Apucarana - Interessados em participar do Programa Família Acolhedora de Crianças e Adolescentes de Apucarana (Centro-Norte) podem procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social. Parte da política municipal de acolhimento, a iniciativa visa dar atendimento provisório, em ambiente domiciliar e comunitário, a vítimas sob medida protetiva em situação de grave risco pessoal e social, como violência sexual, física, psicológica, negligência ou situação de abono. "A proteção da criança e do adolescente é uma demanda sempre aberta. Por isso, este 'start' tem como objetivo reunir um primeiro grupo de famílias interessadas para dar início objetivo ao programa em Apucarana, bem como a criação de um cadastro de famílias para encaminhamento futuros", explica Ana Paula Nazarko, secretária Municipal de Assistência Social.

Atualmente, cinco crianças e adolescentes estão na Casa Lar, aptas a ingressarem no programa. "Contudo, a partir de agora, todos os casos que chegarem ao juizado serão automaticamente encaminhados para o serviço", diz a secretária. Segundo ela, o edital de chamamento pode ser acessado pelo site www.apucarana.pr.gov.br, utilizando o caminho "Diário Oficial" e, posteriormente, "Licitação - prefeitura". "O documento traz as orientações necessárias, de todas as fases que o interessado precisará passar para uma possível habilitação dentro do programa. Nossa equipe também está à disposição no Centro Social Urbano para prestar todos os esclarecimentos", informa a secretária.

O programa dará atendimento a um público na faixa etária entre zero e 18 anos incompletos, de ambos os sexos. "Assim que definirmos o primeiro grupo de famílias daremos início à pré-capacitação. Neste momento inicia-se também uma espécie de triagem pela equipe técnica (psicólogos e assistentes sociais), com a definição do perfil de cada família, para sabermos qual faixa etária ela se enquadra para dar um melhor atendimento", explica a assistente social Roberta Lacerda Fogaça Silva, responsável pelo serviço de acolhimento Casa Lar e pelo programa.

Vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, o programa tem como parceiros o Juizado e Promotoria da Infância e Juventude, o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. Cada família habilitada poderá acolher uma criança ou adolescente. "A exceção fica para o caso de irmãos que, para que os laços não sejam rompidos, poderão ficar juntos", observa Silva. Os recursos para o programa serão oriundos da própria prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social, via Fundo Municipal para Infância e Adolescência e de convênios com o Estado e a União.

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