A forte chuva que atingiu Apucarana no início da noite de quarta-feira causou danos materiais e transtornos nas zonas rural e urbana. Até o final da tarde de ontem, a prefeitura avaliava a extensão dos prejuízos. Não houve registro de pessoas feridas, mas há famílias desabrigadas.
No final da manhã, o prefeito Carlos Scarpelini (PPB) cogitou a decretação do estado de emergência. A Comissão de Defesa Civil dará prioridade para a fixação de alguns postes da Copel em bairros não pavimentados, princialmente no Parque Industrial Zona Norte. O relevo acidentado da cidade, somado ao volume de água, gerou focos de erosão e alguns postes ficaram sustentados apenas pela fiação da rede. A força da água arrastou um carro para dentro da represa do Parque da Raposa. Muros residenciais também foram danificados.
Ainda ontem, o diretor operacional da Comissão de Defesa Civil de Apucarana, Antônio Glênio Machado, encaminhou relatório preliminar à Casa Civil e Comissão Estadual de Defesa Civil do Estado.
O prefeito Carlos Scarpelini estima que, sem ajuda externa, serão necessários de três a quatro meses para reparar os danos. ‘‘Esperamos dispor da colaboração e compreensão da população, porque sozinha a prefeitura não terá condições de socorrer todas as famílias prejudicadas’’, afirmou. Ele sugeriu também que os moradores de cada bairro, com a ajuda da Defesa Civil, se organizem em mutirões.

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