Aptidão médica é determinante para atirador
Não ter cáries, problemas cardíacos ou ortopédicos. Estes são requisitos básicos para ser selecionado a integrar a equipe do Tiro de Guerra. Segundo o médico que realiza os exames nos jovens, tenente Gilberto Joni Tokunaga, a avaliação é geral e quer identificar homens com o perfil necessário para prestar o serviço. ''Existem casos em que a pessoa vem com graves deficiências, às vezes até com problemas respiratórios, aí a gente retém, mas do contrário, ela vai continuar o processo de seleção'', orienta.
O tenente Antônio Reis Pereira explica que é preciso formar uma equipe capaz de, em situação de emergência, assumir a Guarda Territorial. ''Hoje não temos mais problemas com tamanho, mas é claro que procuramos selecionar aqueles que percebemos estarem melhor preparados e com perfil físico para o Tiro'', explica.
Outro critério, informal, é morar em bairro próximos à sede do TG, que fica no Jardim San Fernando (Zona Leste). ''Você imagina que para estar aqui às 5 horas, quem mora perto tem que acordar às 4. E quem mora nos Cinco Conjuntos (Zona Norte)? Por isso damos prioridade para quem está mais perto, mas isso não é regra'', avisa o responsável pelo serviço em Londrina, sargento Fabiano de Oliveira.
Reis completa que uma vez apto no exame médico, qualquer rapaz pode ser selecionado. ''Passou pelo médico, entra no sistema. Aí não tem como sair, nem como dar preferência'', assegura. Sem querer, ele e o médico dão uma dica para quem não quer prestar o serviço militar obrigatório. ''A única coisa que exclui obrigatoriamente é inaptidão médica, mas isso precisa ser comprovado clinicamente''. (G.B.)





