Entidade que atende 132 alunos com síndrome de down e mais 53 crianças de zero a 3 anos na creche mantida pela instituição, a APS-Down foi roubada seis vezes desde o início no ano. No último arrombamento, registrado na madrugada de ontem, os ladrões levaram leite, cereais, material de limpeza e papel higiênico. No domingo passado, em outro roubo, levaram mais itens imprescindíveis para o bom funcionamento da escola. Arrombamento de carros dos professores e pais de aluno, em plena luz do dia, também são comuns.
As portas e janelas quebradas, assim como ações de vandalismo, causam prejuízos e dificultam o trabalho da diretoria da entidade que, como outras instituições, sobrevive às custas de doações e tenta sobreviver apesar das dificuldades financeiras. ''Não temos mais estoque para esse mês'', lamentou a diretora Valdenir Poli, que sente-se constrangida por ter de fazer novos pedidos às famílias. ''Sabemos que elas também enfrentam dificuldades.''
Sem saber a quem recorrer para cessar a onda de assaltos, Valdenir pede ajuda à vizinhança para que ''vigiem'' a entidade e liguem para a polícia em caso de movimentação suspeita.
Material pedagógico
Dados da Secretaria Municipal de Educação revelam que desde o início do ano já foram registradas 24 ocorrências nas instituições municipais. Do total, sete foram alvos de vandalismo. Em outros sete estabelecimentos ocorreram furto de equipamentos eletrônicos. Já em sete instituições houve furto de materiais esportivos e pedagógicos, e em quatro locais foram levados alimentos.
O Núcleo Regional de Educação (NRE) também informou que este ano nenhuma escola enfrentou problemas mais graves com arrombamentos e roubos. Segundo a assistente do NRE, Marlene Melo, quando estes crimes acontecem as instituições recorrem ao Núcleo para conseguir verba suplementar. Em outros casos, que envolvem principalmente atos de vandalismo cometidos pelos próprios alunos, as escolas utilizam verbas do fundo de manutenção para o conserto e o NRE não chega a ser comunicado.
Queixa
O investigador chefe da Delegacia de Furtos e Roubos, Márcio Ilkiu, disse que creches ou outras entidades acabam se tornando alvo fácil de ladrões pelo fato de não apresentar muita segurança principalmente no período noturno. Apesar disso, a polícia não conta com uma estatística específica. ''Cada ocorrência é registrada no distrito da área.'' O delegado chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, acredita que roubos em entidades não são comuns. ''As próprias vítimas acabam nos procurando e eu não tenho recebido nenhum tipo de queixa'', disse. (Colaboraram Fernanda Borges e Silvana Leão)

Serviço - Quem puder colaborar com a APS-Down pode ligar para (43) 3338-9038.

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