Aprovado aumento de ônibus em PG
Giovani Ferreira
De Curitiba
Depois de aproximadamente quatro meses de discussão, a prefeitura de Ponta Grossa finalmente autorizou o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano, que passou de R$ 0,75 para R$ 0,85. O reajuste, que ficou em 13%, gerou muita discussão na Câmara Municipal e foi parar na Justiça, que aprovou a planilha de custos da empresa prestadora do serviço e não fez objeção ao aumento da passagem.
Tradicionalmente a tarifa é reajustada no final de maio, mês da data base da categoria dos motoristas e cobradores de ônibus de Ponta Grossa. O atraso no reajsute se deve a inúmeras manifestações populares, comandadas por segmentos organizados da sociedade, que eram contra o aumento da tarifa. Foram feitas diversas denúncias de irregularidades na planilha de custo, que foram analisadas pela Câmara de Vereadores a até pelo Ministério Público.
O prefeito Jocelito Canto (PSDB) chegou a realizar um fórum de debates, com a participação de sindicatos, estudantes, representantes da empresa de transporte e da população em geral. Assim como as ações na Justiça, as discussões promovidas durante o fórum também não deram em nada, servindo apenas para dar uma impressão mais democrática ao assunto.
A partir do momento em que nenhum denúncia foi considerada procedente, a prefeitura autorizou o reajuste, permitindo a Viação Campos Gerais (VCG), a elevar a tarifa para R$ 0,85. Única empresa de transporte coletivo urbano em Ponta Grosssa, a VCG é responsável pelo transporte de 100 mil passageiros por dia. O município adota o sistema integrado, através do qual o passageiro pode deslocar-se pelos três terminais de transporte coletivo pagando apenas uma passagem.
A tarifa em Ponta Grossa ficou sendo a segunda mais barata do Estado, perdendo apenas para Cascavel, onde a passagem custa R$ 0,80. O diferencial entre os dois municípios é que enquanto Cascavel tem 237 mil habitantes, Ponta Grossa está com uma população de 268 mil. Os dados populacionais são estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir dos números levantados pelo censo demográfico de 1996.
Maringá, Londrina e Curitiba, onde andar de ônibus custa R$ 0,90, estão com a tarifa mais cara. Nesses casos Curitiba diferencia-se das demais cidades pela reconhecida qualidade do sistema de transporte coletivo, considerado exemplo em todo o País.





